Eleições gerais · Estado de São Paulo · dados até 6 de setembro de 2026

Termômetro Eleitoral 2026

Setenta e três candidaturas de São Paulo — Presidência, Governo, Senado, Câmara e Assembleia — ordenadas pelo que cada uma fez e registrou, não pelo que promete. Responda dez perguntas e a ordem passa a ser a sua.

Começar: responder às 10 perguntas Rever a introdução Ver o mapa com a régua padrão

Menos de três minutos. Nenhum dado seu é enviado ou guardado por nós — as respostas ficam só no seu aparelho.

1Você responde

Dez perguntas simples sobre o que importa para você. Sem resposta certa.

2O mapa se reorganiza

Cada candidatura ganha uma nota de 0 a 10 pela distância entre o que você marcou e o que ela fez.

3Você confere a prova

Toque numa candidatura e veja de onde veio cada nota, com a fonte a um clique.

O método completo, a origem dos dados e a política de privacidade estão nos termos de uso. Aviso. Este aplicativo é uma ferramenta de simulação baseada em dados públicos e critérios definidos pelo usuário. Não reflete intenção de voto oficial, não possui vínculo com o TSE e não é um guia definitivo de elegibilidade.

Introdução

Dois minutos: o que são as perguntas, como o resultado aparece e por que os ajustes são opcionais.

Dez perguntas

Uma por vez. Você pode voltar e mudar qualquer resposta.

Não existe resposta certa aqui. Estas dez perguntas não testam conhecimento e não julgam ninguém: elas só contam ao mapa o que importa para você, para que a ordem das candidaturas seja a sua e não a de quem montou a página. Cada pergunta explica, logo abaixo dela, por que está sendo feita. Em qualquer uma você pode responder que não tem preferência. Nada é enviado a lugar nenhum: fica só no seu navegador.

Ajustes finos

Pesos, lado de cada tema e o que elimina. Tudo aqui é opcional: as perguntas já preenchem isto.

Ajuste o mapa aos seus valores

As notas de cada candidatura são fatos apurados e não mudam. O que muda é o quanto cada tema conta para você — e qual lado de cada tema você prefere.

refazer as 10 perguntas
O que um selo faz com a nota
Quando um tema não tem dado, ele entra como 5 — meio a meio — com metade do peso. Sem isso, uma candidatura avaliada em apenas 1 ou 2 temas pode aparecer no topo com nota alta só porque há pouca informação sobre ela, o que não é a mesma coisa que estar perto dos seus valores. Cada cartão mostra as duas notas: a média só dos temas com dado e a nota ajustada. Presidente, governador, senador e deputado não fazem a mesma coisa. Com esta opção ligada, cada camada do mapa dá mais peso aos temas que aquele cargo efetivamente decide — o Senado pesa mais em instituições porque aprova ministros do STF; a Câmara pesa mais em leis de trabalho e impostos porque é onde elas nascem; o governo do estado pesa mais em saúde, saneamento e gestão, e quase nada em jornada de trabalho, que é lei federal.

Relatório completo

O texto integral que sustenta a ferramenta: método, cada cargo, a aritmética das cadeiras, propaganda e debates, o histórico das edições e as referências. Em seguida, a régua de valores e as lacunas.

Termômetro Eleitoral 2026: convergência entre as candidaturas e a régua de valores de quem lê

Edição consolidada de 6 de setembro de 2026 — acompanha a 19ª edição da ferramenta.

Quarta edição, ampliada. Elaborado em 5 de setembro de 2026 — data de corte da pesquisa. Destinatário: Felipe Veiga Filho. Escopo: 73 candidaturas em cinco cargos — Presidência da República, Governo de São Paulo, Senado por São Paulo, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa —, incorporando todos os nomes discutidos no grupo Candidatos entre 11 de agosto e 5 de setembro de 2026.


I. Do método, de seu alcance e de seus limites

Toda tentativa de ordenar candidaturas segundo a proximidade com um conjunto de valores corre o risco de converter preferência em veredicto e, com isso, mascarar juízo político sob aparência de medição. Para afastar esse risco, três premissas foram fixadas antes de qualquer coleta. A primeira é que a régua não é minha, mas sua: os cinco eixos e os quatro critérios eliminatórios adiante empregados foram declarados por você e não sofreram acréscimo, supressão ou reponderação de minha parte. A segunda é que a nota de cada candidatura decorre de fato documentado — voto nominal registrado, ato de gestão, decisão judicial, proposta protocolada no Tribunal Superior Eleitoral ou declaração pública datada e verificável —, jamais de impressão, de reputação difusa ou de acusação ainda não julgada, que aqui aparece sempre qualificada como tal. A terceira é que a ausência de prova não vira prova em contrário: onde a pesquisa não localizou material suficiente, registrou-se lacuna explícita, e a lacuna reduz a confiabilidade da posição, não a posição em si.

Da conjugação dessas três premissas resulta a natureza exata do documento. Ele não afirma quem é o melhor candidato, porque essa não é uma proposição verificável; afirma, isto sim, quem está mais perto e quem está mais longe de um conjunto de compromissos que você declarou, e expõe a evidência de cada aproximação e de cada afastamento, de modo que o leitor possa refazer o caminho e discordar do resultado sem precisar discordar dos fatos. Se a premissa maior é a régua declarada, e a premissa menor é o conjunto de atos documentados de cada candidatura, a conclusão — a posição no mapa — é apenas a subsunção de uma à outra, e sua legitimidade depende inteiramente da qualidade das duas premissas, que ficam ambas expostas.

Esta edição acrescenta ao método uma graduação explícita do que a ferramenta chama de segurança da pesquisa — expressão adotada em substituição a "confiança", porque esta última sugeria juízo sobre a honestidade da pessoa, quando o que se mede é apenas a quantidade e a qualidade da informação encontrada. A segurança da pesquisa de cada candidatura passa a resultar de dois elementos objetivos e auditáveis. O primeiro é a cobertura — quantos dos cinco eixos têm evidência localizada, de zero a cinco. O segundo é o nível da fonte: primária quando ao menos uma das referências vem de votação nominal da Câmara ou do Senado, de decisão do Supremo ou de tribunal, de plano de governo protocolado no Tribunal Superior Eleitoral, de ato oficial de casa legislativa ou de manifestação do Ministério Público; secundária quando existe apenas cobertura jornalística, questionário de veículo ou programa partidário atribuído a quem não dispõe de plataforma própria. Segurança alta exige fonte primária, ao menos três eixos cobertos e plataforma própria; segurança média exige fonte primária com dois eixos, ou quatro eixos apoiados em fonte secundária; o restante é segurança baixa. Nenhum grau de segurança altera a nota, e é essa separação que dá sentido ao instrumento: a nota diz o que a evidência sustenta, e a segurança da pesquisa diz o quanto se pode apostar nela. Das setenta e três candidaturas mapeadas, trinta e cinco alcançam segurança alta, dez segurança média, vinte e uma segurança baixa e sete permanecem sem avaliação por não haver evidência em nenhum eixo — proporção que, por si só, é o retrato mais honesto do estado da informação disponível a um eleitor nesta eleição.

Uma correção metodológica de peso foi introduzida nesta edição, e o mérito de tê-la exigido não é meu. Na versão anterior, a nota de cada candidatura era a média aritmética apenas dos eixos com evidência localizada, e daí resultava um vício que só se percebe quando se testa o instrumento: uma candidatura com dois eixos documentados e ambos convergentes recebia nota superior à de outra com cinco eixos documentados e convergência majoritária, de modo que a escassez de informação era premiada como se fosse virtude. O caso concreto que revelou o defeito foi o de Marina Silva, que alcançava 8,6 no Senado — a maior nota da disputa — com três dos cinco eixos vazios. Corrigiu-se pela via da retração para o ponto neutro: cada eixo sem evidência passa a entrar no cálculo com valor cinco, isto é, exatamente no meio da escala, e com metade do peso dos eixos documentados. A escolha do valor não é arbitrária nem oculta juízo: não saber não equivale a ser contra, nem a ser a favor, e o ponto médio é a única posição que não afirma o que a evidência não sustenta; a redução do peso pela metade evita que a ausência de informação domine a nota de quem tem pouca cobertura. Aplicada a correção, Marina Silva passa de 8,6 para 7,0 e cede a liderança da disputa senatorial às candidaturas cujos cinco eixos estão documentados. A operação é reversível pelo usuário, mediante desativação no painel, e cada ficha exibe as duas contas lado a lado — a média bruta dos eixos com dado e a nota ajustada —, de sorte que ninguém precise aceitar o ajuste sem ver o que ele fez.

Duas correções posteriores, ambas provocadas por teste adversarial da própria ferramenta, completam o método e merecem registro porque tocam a legitimidade do instrumento. A primeira nasceu de uma pergunta simples: se o usuário inverte o lado de um eixo, a nota do eixo passa a ser lida como dez menos o valor armazenado, e cabe indagar se essa operação é sempre válida. A resposta é que ela só é válida quando o registro da candidatura contém posição documentada naquele eixo, porque a inversão pressupõe uma oposição real entre duas alternativas; onde a nota baixa decorria não de posição contrária, mas de silêncio, a inversão convertia ausência de informação em convergência afirmativa, creditando à candidatura um mérito que nenhum documento sustenta. A auditoria localizou dezesseis eixos nessa condição, todos com evidência que principiava por "sem plataforma localizada" ou "sem posição localizada" e ainda assim portavam nota numérica — entre eles os três primeiros eixos de Guilherme Derrite e o eixo de saúde de Ricardo Salles. Todos foram convertidos em lacuna expressa, de modo que a regra passa a ser categórica: nota exige posição registrada, e ausência de posição não recebe nota, nem baixa nem invertida.

A segunda correção diz respeito à natureza dos selos, e é de ordem conceitual antes de técnica. A versão anterior reunia sob a mesma marca vermelha fatos de naturezas incomensuráveis: de um lado condenação em vigor, credencial acadêmica desmentida, desinformação reconhecida judicialmente, declaração pública que minimiza violência contra mulheres, negação de denúncias apuradas de letalidade estatal; de outro, voto contra a ampliação de direitos trabalhistas. Os primeiros são falhas éticas, no sentido de que pesam contra a candidatura qualquer que seja a régua de quem lê; o último é posição política, que para o eleitor de convicção liberal é virtude e não defeito. Reuni-los na mesma cor embutia no instrumento precisamente o juízo de valor que ele se propõe a não emitir. Os selos passaram, por isso, a distinguir-se em duas espécies visualmente e textualmente separadas — alerta, em vermelho, e posição, em cinza —, e cada rótulo passou a nomear o fato em vez da categoria abstrata: onde se lia "discurso" lê-se agora "declaração pública que minimiza violência contra mulheres", e onde se lia "direitos sociais" lê-se "posição contra ampliação de direitos do trabalho", com advertência expressa de que esta última não é alerta ético. Pela mesma razão, aborto, política de drogas, cotas, escolas cívico-militares, desmilitarização da polícia e laicidade foram retirados dos quadros de pontos fortes e de pontos fracos de todas as candidaturas e reunidos em quadro próprio, encabeçado pela advertência de que só se convertem em virtude ou defeito conforme a régua de quem lê — permanecendo, evidentemente, a influir na nota do eixo de direitos, que é onde o usuário declara o seu lado.

A revisão final, feita com vistas à distribuição pública, acrescentou três salvaguardas que não alteram nota alguma, mas alteram a posição jurídica do instrumento. A primeira diz respeito ao estado inicial: uma ferramenta que se apresenta como neutra não pode abrir, para quem ainda não respondeu a nada, com uma ordem que já embute uma régua — e era isso que ocorria, porque a régua padrão da página coincide com a que originou o projeto. Na primeira visita, o questionário passa a abrir automaticamente, e enquanto não for respondido cada seção exibe aviso de ordem provisória que declara, por extenso, qual é a régua padrão em uso, de modo que ninguém tome por resultado seu o que é apenas o ponto de partida da página. A segunda diz respeito às pesquisas de intenção de voto: a coluna de viabilidade passou a citar, para cada pesquisa utilizada, instituto, contratante, período de coleta, número de entrevistados, margem de erro, nível de confiança e número de registro no Tribunal Superior Eleitoral, elementos que a Resolução TSE nº 23.600/2019 exige de quem divulga pesquisa e cuja ausência exporia a ferramenta a questionamento que nada tem a ver com o seu mérito. A terceira é a abertura de canal de correção, com o compromisso de examinar qualquer pedido contra a fonte primária e de registrar as correções com data — providência que, mais do que cortesia, é a demonstração de boa-fé que sustenta a defesa de qualquer publicação sobre pessoas públicas. Na mesma revisão, o critério de fonte primária deixou de contar veículos jornalísticos especializados em direito, que reportam decisões mas não as constituem, e foram eliminadas as últimas referências à régua de origem que restavam em fichas individuais, de modo que nenhum cartão afirma mais convergência ou divergência com valores que não sejam os declarados por quem lê.

Cumpre ainda a advertência sobre o momento da coleta. A eleição ocorrerá em outubro de 2026 e o registro de candidaturas ainda comportava, em 4 de setembro, cinco pedidos pendentes de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral no cargo de presidente, além de uma candidatura homologada sob inelegibilidade em vigor. Planos de governo podem ser aditados, coligações podem ser formalizadas e decisões judiciais podem alterar o quadro. O documento é, portanto, uma fotografia datada, e não um prognóstico.


II. Da régua: cinco eixos de convergência e quatro critérios eliminatórios

Os eixos declarados foram saúde pública e SUS; trabalho e fim da escala 6x1; justiça tributária e desigualdade; instituições e integridade; e direitos humanos. A eles somam-se os dogmas morais que você qualificou de inegociáveis — laicidade do Estado, direitos LGBTQIA+ e de gênero, saúde reprodutiva e autonomia do corpo, e condução das políticas públicas pela ótica dos direitos humanos e fundamentais —, que operam dentro do quinto eixo, e uma leitura de classe que orienta a interpretação de todos eles: a de quem vive do próprio trabalho, acumula a condição de assalariado, de profissional liberal e de classe média urbana, e traz história familiar de marginalização, de modo que a equidade de direitos para mulheres, pessoas pretas, pardas, indígenas e amarelas, população LGBTQIAPN+, pessoas não monogâmicas e pessoas com deficiência não é ornamento programático, mas critério de leitura.

Os quatro critérios eliminatórios — ataque ao Estado Democrático, condenações e improbidade, voto contra direitos sociais, e discurso de ódio ou negacionismo — não zeram automaticamente a nota, porque isso destruiria a informação; operam como teto, impedindo que a candidatura ultrapasse a faixa fria do mapa ainda que pontue bem em um eixo isolado. A distinção importa: uma candidatura que votou a reforma trabalhista de 2017 e hoje defende o fim da escala 6x1 não é equivalente a outra que jamais votou contra direito social algum, e o mapa precisa exibir essa diferença sem apagá-la.

Por decisão sua, a viabilidade eleitoral foi mantida como eixo apartado, que não contamina a nota de convergência. Ela aparece em coluna própria no mapa interativo e na seção VI deste relatório, precisamente para que a escolha entre convicção e cálculo permaneça sua, e não seja tomada por mim no interior de uma média ponderada.


III. Da Presidência da República

Treze candidaturas foram registradas. Em 4 de setembro de 2026, oito estavam homologadas — Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Edmilson Costa, Rui Costa Pimenta, Hertz Dias e Samara Martins — e cinco permaneciam em análise, além do caso singular de Pablo Marçal, cujo registro foi formalmente homologado em 4 de setembro embora subsista inelegibilidade decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo até 2032 (Poder360, 4.9.2026; O Hoje, 4.9.2026; Migalhas, análise crítica do registro).

A faixa quente: as candidaturas de esquerda socialista

Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Samara Martins (UP) ocupam a faixa mais quente do mapa porque seus planos de governo protocolados no TSE convergem, de modo explícito e verificável, com quatro dos cinco eixos declarados. No eixo da saúde, os três defendem sistema público universal e integralmente estatal, com revogação dos contratos de gestão firmados com organizações sociais; Edmilson Costa quantifica o compromisso em 10% do PIB para a saúde pública e propõe conselhos populares eleitos, além de perspectiva antimanicomial e vedação às comunidades terapêuticas. No eixo do trabalho, todos os três propõem o fim da escala 6x1 — 30 horas semanais no programa do PCB, 36 horas nos programas do PSTU e da UP — acompanhado da revogação das reformas trabalhista e previdenciária. No eixo tributário, todos convergem para a progressividade com tributação de lucros, dividendos, grandes fortunas e heranças, e isenção do trabalho assalariado. No eixo dos direitos humanos, o programa do PCB é o mais explícito em relação aos seus dogmas declarados, ao propor educação laica, descriminalização do uso e legalização da maconha, desmilitarização integral da segurança pública e cota racial de 54% nas universidades; o do PSTU descriminaliza drogas, mantém e amplia cotas e enfrenta a LGBTfobia; o da UP articula desmilitarização, câmeras corporais obrigatórias, cotas de emprego para pessoas trans, ampliação de terapia hormonal e cirurgias de afirmação de gênero no SUS, garantia de atendimento ao aborto nos casos previstos em lei e demarcação de terras indígenas e quilombolas.

O ponto de fricção dessas três candidaturas com a sua régua não está nos eixos sociais, mas no eixo de instituições e integridade, e é preciso nomeá-lo com honestidade. A proposta de estatização integral do setor privado de saúde, presente no programa do PCB, e a de nacionalização dos planos de saúde, presente no da UP, colidem com o desenho constitucional vigente da assistência à saúde, que admite a participação complementar da iniciativa privada. Para um jurista que atua na engrenagem concreta do SUS, isso é menos um defeito moral do que um problema de exequibilidade: são propostas cuja implementação demandaria alteração constitucional de largo alcance, e o programa não expõe o caminho institucional dessa alteração. Nenhuma das três candidaturas, contudo, incide em qualquer dos quatro critérios eliminatórios: não há registro de ataque ao Estado Democrático, de condenação, de improbidade, de voto contra direito social ou de discurso de ódio atribuível a Edmilson Costa, Hertz Dias ou Samara Martins.

A faixa morna: a candidatura à reeleição

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com Geraldo Alckmin (PSB) na vice e apoio formalizado de sete partidos — PT, PCdoB, PV, PSB, PSOL, Rede e PDT —, ocupa a faixa morna, e a razão dessa posição intermediária merece ser desdobrada, porque ela não decorre de hostilidade aos seus eixos, mas de convergência parcial e de contradições internas ao próprio programa.

No eixo do trabalho, a convergência é a mais forte: o plano protocolado em 8 de agosto de 2026 inscreve expressamente o fim da escala 6x1 com jornada de 40 horas sem redução salarial, a manutenção de reajustes do salário mínimo acima da inflação, a regulação do trabalho por plataforma com financiamento previdenciário e o combate à pejotização fraudulenta. No eixo tributário, a convergência é substancial mas incompleta: mantém a isenção do imposto de renda até cinco mil reais — medida já sancionada e vigente —, promete "seguir taxando os mais ricos", isenta a cesta básica e institui cashback e imposto seletivo, mas não detalha a tributação de lucros e dividendos, que é justamente o ponto em que a progressividade brasileira permanece mais frouxa. No eixo da saúde, a convergência é ambígua e exige atenção do seu ponto de vista técnico: ao lado da gratuidade da Farmácia Popular, da ampliação do Mais Médicos, da recuperação da cobertura vacinal, da produção nacional de medicamentos e da fila digital única ordenada por gravidade — todas medidas alinhadas —, o programa prevê a ampliação do "Agora Tem Especialistas" mediante parcerias remuneradas com a rede privada, e não trata de financiamento estrutural do SUS nem de judicialização, que é exatamente o campo em que você trabalha. No eixo de instituições, a convergência é comportamental antes de programática: o plano não enfrenta explicitamente o Supremo Tribunal Federal, a anistia dos atos de 8 de janeiro ou a transparência das emendas parlamentares, mas o exercício do mandato produziu vetos ao projeto de licenciamento ambiental — derrubados pelo Congresso em novembro de 2025 — e ao projeto da dosimetria das penas de 8 de janeiro, igualmente derrubado em 30 de abril de 2026. No eixo dos direitos humanos, o programa é o mais lacunar: praticamente nada sobre minorias, política de drogas ou laicidade, e há declaração pública pessoal, de 7 de abril de 2022, em que o candidato afirma textualmente "eu sou contra o aborto", ainda que dois dias antes houvesse defendido o tratamento da questão como matéria de saúde pública para mulheres pobres.

Quanto à integridade, o registro relevante é jurídico e deve ser enunciado com precisão técnica: as condenações da operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 15 de abril de 2021, por oito votos a três, relator o Ministro Edson Fachin, sob fundamento de incompetência absoluta do juízo da Justiça Federal de Curitiba. Trata-se de anulação processual, não de absolvição de mérito, e é assim que deve constar de qualquer análise honesta — nem como condenação subsistente, nem como declaração de inocência.

A faixa fria: a direita liberal, a nova direita e a antipolítica

Augusto Cury (Avante), terceiro colocado nas pesquisas com dez por cento, apresenta um plano cujo silêncio é mais informativo que suas propostas. Não há posição sobre a escala 6x1, sobre a tributação de altas rendas, sobre minorias, sobre política de drogas ou sobre laicidade; há telemedicina em larga escala como resposta central à saúde, meta de dez milhões de novos microempreendedores como resposta ao trabalho, e mandato de oito anos para ministros do Supremo como resposta institucional. Nunca exerceu cargo eletivo, de modo que inexiste histórico de votos a confrontar com o discurso — o que significa, na sua régua, ausência de lastro verificável, e não isenção. A candidatura é fria por omissão programática nos seus eixos, não por incidência em critério eliminatório.

Ronaldo Caiado (PSD), com Gilberto Kassab na vice, é o caso em que a competência técnica em um eixo convive com incidência em critério eliminatório em outro. Seu plano de saúde é, entre os da faixa fria, o mais sofisticado do ponto de vista de gestão: substituição da fila por ordem de chegada pela fila ordenada por gravidade clínica, meta de reduzir pela metade o tempo mediano de espera até 2030, via rápida do câncer com prazos de trinta e sessenta dias, prontuário digital nacional e uso do poder de compra do SUS para produção nacional de vacinas. No eixo de instituições, propõe transparência integral das emendas parlamentares, com autoria, beneficiário final, objeto, custo e execução — proposta que dialoga diretamente com o seu eixo de integridade. Contra isso pesam, de modo documentado, o voto favorável à reforma trabalhista de 2017 e o voto favorável à PEC do teto de gastos em 13 de dezembro de 2016, ambos enquadrados no critério eliminatório "voto contra direitos sociais"; a proposta de redução da maioridade penal para dezesseis anos e de enquadramento de facções como terrorismo doméstico com pena mínima de quarenta e cinco anos, que colide com a condução de políticas públicas pela ótica dos direitos fundamentais; e a posição declarada em 12 de julho de 2026 contrária ao aborto salvo nas hipóteses já previstas em lei. As investigações relativas à sua gestão em Goiás — desvios na Basílica do Divino Pai Eterno, contratos na Secretaria de Saúde, ação de inconstitucionalidade sobre o amianto crisotila — permanecem no plano da apuração e não podem ser tratadas como fato consumado.

Romeu Zema (Novo), com Eduardo Girão na vice, situa-se na faixa fria por acúmulo. No eixo do trabalho, propõe regime de contratação alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho com jornada, dias e férias negociáveis até quarenta e quatro horas semanais, fim do monopólio sindical e nova reforma previdenciária com idade mínima reajustada pela expectativa de vida, sem qualquer menção à escala 6x1. No eixo da saúde, propõe contratação da capacidade ociosa da rede privada, expansão por concessões, parcerias público-privadas e organizações sociais, e planos privados com coberturas flexíveis. No eixo dos direitos humanos, propõe internação involuntária de dependentes químicos e redução da maioridade penal. Sobre o eixo do discurso, há registros documentados que incidem no critério eliminatório: a declaração de 2020 qualificando a violência doméstica como "um instinto natural dos seres humanos", proferida no lançamento de programa contra violência doméstica, e a declaração de 12 de julho de 2026 segundo a qual resolução do Conanda "incentivava a atuação de pedófilos e violadores de crianças". Há ainda, no plano da investigação e não da condenação, a Operação Rejeito, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2025 sobre licenciamento ambiental fraudulento em Minas Gerais durante sua gestão.

Renan Santos (Missão), fundador do Movimento Brasil Livre, teve a campanha suspensa por decisão monocrática do Ministro Dias Toffoli em 31 de agosto de 2026, por descumprimento do dever legal de comunicar em vinte e quatro horas os endereços digitais de campanha — medida cautelar de natureza eleitoral, que bloqueia propaganda na internet, fundo eleitoral e participação em debates, e que não constitui condenação. No mérito programático, propõe flexibilizar as relações de trabalho sem tratar da escala 6x1, substituir o Bolsa Família por frentes de trabalho remunerado, desvincular aposentadorias e benefícios do salário mínimo corrigindo-os apenas pela inflação — proposta que, se aprovada, produziria perda real continuada para a base da pirâmide previdenciária —, e adotar o "Direito Penal do Inimigo" com Estado de Defesa contra o crime organizado, formulação que colide frontalmente com a condução de políticas públicas pela ótica dos direitos fundamentais.

Flávio Bolsonaro (PL), com Alfredo Gaspar na vice e segundo colocado nas pesquisas com trinta por cento, situa-se na extremidade fria por incidência simultânea em dois critérios eliminatórios, ambos documentados. No critério do ataque ao Estado Democrático, há a defesa pública da aprovação do projeto de dosimetria das penas dos atos de 8 de janeiro, aprovado no Senado em 17 de dezembro de 2025, a atuação na derrubada do veto presidencial em 30 de abril de 2026 e a sinalização de busca de anistia geral subsequente. No critério do voto contra direitos sociais, há o voto favorável ao projeto de licenciamento ambiental aprovado no Senado em 21 de maio de 2025 por cinquenta e quatro a treze — voto nominal registrado — e, sobretudo, a atuação de setembro de 2026 em que interrompeu agenda de campanha para tentar barrar o avanço da PEC da escala 6x1 no Senado, tendo antes deixado a matéria deliberadamente fora do plano de governo. No eixo da saúde, registre-se por dever de exatidão o único ponto de convergência com sua atuação profissional: o plano propõe a correção da tabela de remuneração do SUS, pleito antigo e materialmente relevante para os municípios. Quanto ao caso das rachadinhas, a precisão técnica se impõe: o Superior Tribunal de Justiça anulou a tramitação por incompetência do juízo em 2021, o Ministro Gilmar Mendes anulou os relatórios do Coaf por compartilhamento de dados sem autorização, o Ministério Público pediu o arquivamento e o Supremo rejeitou em 2025 a tentativa de reabertura por decurso de prazo — de modo que não subsiste imputação ativa, e a candidatura não incide, por esse fato, no critério de condenações.

Pablo Marçal (PRTB) ocupa a posição mais fria do mapa presidencial, e por razões estritamente documentais. Foi condenado em 2010 por furto qualificado, em decorrência de participação, aos dezoito anos, em esquema de invasão de contas bancárias apurado pela Operação Pegasus, com pena extinta em 2018 por prescrição retroativa. Foi multado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 11 de maio de 2023 por divulgação de vídeo falso, com base no artigo 57-D, parágrafo segundo, da Lei 9.504/1997. Teve decretada, pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo em dezembro de 2025, inelegibilidade de oito anos, até 2032, por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação na campanha municipal de 2024, com multa de quatrocentos e vinte mil reais. Sua candidatura foi registrada em 15 de agosto de 2026 mediante liminar que retroagiu a filiação partidária, teve a campanha suspensa pelo TSE em 20 de agosto a pedido do Ministério Público Eleitoral, e foi formalmente homologada em 4 de setembro, permanecendo sub judice. Incide, portanto, nos critérios de condenações e improbidade e de discurso de ódio ou desinformação, simultaneamente, com lastro judicial em ambos.

Wilson Grassi (Democrata) e Clariana Barão (DC) permanecem na faixa fria por insuficiência programática nos seus eixos, e não por antagonismo declarado. O plano de Grassi não trata da escala 6x1, propõe desoneração total da folha de pagamento e substituição de nove tributos federais por imposto único sobre movimentação bancária — desenho de incidência regressiva, que onera proporcionalmente mais quem tem menor renda e maior giro de recursos —, embora isente o imposto de renda até cinco salários mínimos. O plano de Barão é descrito como versão preliminar sem metas quantitativas, não trata de jornada, salário mínimo, previdência ou reforma tributária, e não aborda instituições nem direitos humanos, ainda que a candidata proponha composição de governo com no mínimo cinquenta por cento de mulheres.

Rui Costa Pimenta (PCO) constitui o caso mais complexo do mapa presidencial e merece registro apartado. Nos eixos do trabalho e da tributação, converge fortemente com sua régua — aumento emergencial de cinquenta por cento dos salários, jornada de trinta e cinco horas, revogação da reforma trabalhista, tributação exclusiva de ganhos de capital e grandes fortunas —, e no da saúde propõe piso de oito mil reais para profissionais e expansão da formação em universidades públicas. No eixo de instituições e integridade, porém, situa-se na extremidade oposta: propõe o fim do Supremo Tribunal Federal, com eleição de juízes e procuradores, e a dissolução da Polícia Militar com formação de comitês de autodefesa dos trabalhadores. Some-se a isso que, em 11 de agosto de 2026, a Polícia Federal deflagrou a Operação Causa Própria, com busca e apreensão contra o candidato por indícios de irregularidade em prestações de contas partidárias, tendo sido cautelarmente afastado da administração do partido — investigação em curso, sem denúncia julgada, mas juridicamente relevante para o eixo de integridade.


III-A. Do Governo de São Paulo

O cargo não constava do escopo que você fixou, e é preciso dizer por que ele entrou. Quem governa São Paulo comanda a rede estadual de assistência, a política de saneamento e a relação de repasse com os municípios, e essas três coisas determinam, muito mais do que qualquer discurso de campanha, o volume e o perfil das demandas que chegam ao Núcleo de Judicialização de Americana. A disputa foi, além disso, um dos assuntos recorrentes do grupo, e ignorá-la seria produzir um mapa que não cobre a decisão que mais toca o seu trabalho.

São sete candidaturas registradas. Tarcísio de Freitas (Republicanos), com Felício Ramuth na vice e coligação de dez partidos, lidera as pesquisas com quarenta e cinco por cento no Datafolha de 18 e 19 de agosto e quarenta por cento na Quaest de 21 a 24 de agosto, contra vinte e sete por cento de Fernando Haddad em ambas. Completam o quadro Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO), Vivian Mendes (UP) e Policial Edjane (Agir).

A candidatura de Tarcísio de Freitas apresenta, no primeiro dos seus eixos, o ponto de convergência mais concreto de toda a faixa fria deste mapa, e a honestidade do método exige registrá-lo antes de qualquer outra coisa: o plano de governo de cento e noventa e seis páginas propõe estender a Tabela SUS Paulista — hoje restrita a Santas Casas e hospitais filantrópicos, com cerca de onze bilhões de reais injetados desde 2023 — aos hospitais municipais, sob o nome de "SUS Paulista Municípios", além de destinar quatro bilhões de reais em quatro anos ao Instituto Butantan, incorporando a extinta Fundação para o Remédio Popular. Para quem administra a ponta municipal do sistema, isso não é retórica: é custeio. Contra essa convergência pesam a ausência de qualquer proposta sobre jornada de trabalho ou escala 6x1, a ausência de proposta de progressividade tributária, a previsão expressa de expansão das escolas cívico-militares no eixo educacional, e uma agenda de segurança construída sobre inteligência e integração policial sem contrapartida de controle externo. No eixo de integridade, a privatização da Sabesp, concluída em julho de 2024, e a da EMAE são objeto de representação protocolada no Ministério Público paulista em março de 2026 e de apuração da Comissão de Valores Mobiliários sobre a formação de garantias — investigações em curso, sem denúncia julgada e sem condenação, e que por isso não constituem, nesta régua, critério eliminatório, embora reduzam a nota do eixo.

A candidatura de Fernando Haddad, com Márcio França na vice e coligação que reúne PT, PDT, PSB, PCdoB, PV, PSOL e Rede, é a única do mapa paulista cujo eixo tributário tem lastro de ato consumado, e não de promessa: a isenção do imposto de renda até cinco mil reais foi construída e sancionada em 27 de novembro de 2025 sob sua gestão no Ministério da Fazenda, que exerceu de 1º de janeiro de 2023 a 20 de março de 2026. Na saúde, propõe "choque de gestão", Central Única de Leitos e uso de inteligência artificial no SUS, mas o plano foi lançado em parcelas e o detalhamento sobre ambulatórios médicos de especialidades, filas e judicialização ainda não veio a público — lacuna relevante justamente no eixo em que você atua. No saneamento, promete revisar o contrato da Sabesp em até cento e oitenta dias e reconhece publicamente a dificuldade de reestatizar, formulação que tem o mérito da franqueza e o custo de não resolver. Na segurança, o programa "SP Protege com Impunidade Zero" prevê câmeras corporais obrigatórias, promoção por mérito e o alerta eletrônico a vítimas de violência doméstica. Não foi localizado processo, condenação ou investigação em seu desfavor.

As candidaturas de Vivian Mendes (UP), Carlos Machado (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) ocupam a faixa quente pela mesma razão das candidaturas presidenciais dos respectivos partidos e com a mesma limitação: convergem com quatro dos cinco eixos pelo programa partidário, e não dispõem de plataforma individual nem de histórico de mandato que permita confrontar discurso e prática. Entre elas, a de Carlos Machado é a que enuncia a meta mais aferível no eixo que mais lhe interessa — redução de filas e aumento de leitos no SUS. A de Izadora Dias (PCO) repete, em escala estadual, o paradoxo já descrito na Presidência: convergência forte em trabalho e tributação, distância máxima no eixo institucional. A de Policial Edjane não havia registrado plano de governo no TSE até a data de coleta, e por isso permanece sem nota.


IV. Do Senado Federal por São Paulo

São quinze candidaturas para duas vagas, e a estrutura da disputa impõe uma observação preliminar de método: como cada eleitor dispõe de dois votos, a decisão não é a mesma de um cargo majoritário simples, e a combinação entre convergência e viabilidade admite arranjos que o cargo presidencial não admite. Essa é uma decisão sua, e o mapa apenas fornece os elementos.

Na faixa mais quente situam-se as candidaturas cujos programas partidários registrados no TSE convergem com todos os cinco eixos declarados. Maíra de Souza e Márcio Alves, ambos da Unidade Popular, respondem por programa que propõe expressamente o fim da escala 6x1 com trinta e seis horas semanais, aumento de cem por cento do salário mínimo, revogação das reformas trabalhista e previdenciária, tributação progressiva de grandes fortunas, desmilitarização da polícia com câmeras corporais obrigatórias, cotas de emprego para pessoas trans, ampliação de terapia hormonal e cirurgias de afirmação de gênero no SUS, garantia regionalizada do atendimento ao aborto legal, ensino de história afro-indígena e demarcação de terras quilombolas e indígenas. Petter Maahs, do PCB, sustenta programa igualmente convergente e ainda mais explícito nos seus dogmas — jornada de trinta horas, fim da escala 6x1, dez por cento do PIB em saúde pública, isenção do imposto de renda até um salário mínimo com taxação de lucros, dividendos, heranças e grandes fortunas, descriminalização do uso e legalização da maconha, combate à LGBTfobia com cotas universitárias trans universais, legalização do aborto com acesso público garantido, ações afirmativas para cinquenta e quatro por cento da população negra, titulação imediata de quilombos e fim do marco temporal —, mas o mesmo programa propõe a extinção do Senado e a instituição de parlamento unicameral, o que produz a paradoxal situação de uma candidatura ao Senado cujo programa prevê a abolição da casa que pretende integrar, ponto que precisa ser conhecido antes do voto. Eliana Ferreira e Weller Gonçalves, do PSTU, sustentam programa de saúde exclusivamente estatal com orçamento mínimo de seis por cento do produto interno bruto, fim da terceirização, conselhos populares de saúde e legalização do aborto como componente do acesso à saúde pública. A limitação comum às cinco candidaturas é a ausência de plataforma individual distinta do programa partidário e de histórico de mandato que permita confrontar discurso e prática.

Marina Silva (Rede) ocupa a faixa quente com o perfil mais consolidado de trajetória entre as candidaturas alinhadas. É historiadora formada pela Universidade Federal do Acre, foi vereadora em Rio Branco, deputada estadual, senadora pelo Acre em dois mandatos, deputada federal por São Paulo desde 2023 e ministra do Meio Ambiente em dois governos, tendo presidido a queda de cinquenta e nove por cento do desmatamento entre 2004 e 2007 e, no mandato iniciado em 2023, os menores níveis de desmatamento amazônico em mais de uma década. No eixo de instituições, sua atuação em novembro de 2025 contra a derrubada dos vetos à Lei Geral do Licenciamento Ambiental — quando declarou publicamente que a decisão do Congresso "demoliu" o licenciamento — é o registro mais forte de defesa de marco legal protetivo contra pressão de maioria parlamentar. A limitação da avaliação está nas lacunas: sua plataforma de 2026 não expõe, nas fontes localizadas, posições detalhadas sobre financiamento do SUS, escala 6x1, tributação de altas rendas ou os dogmas morais que você declarou inegociáveis, e o mandato de deputada esteve majoritariamente licenciado por força do exercício ministerial, de modo que inexistem votos nominais recentes a confrontar. A nota reflete convergência forte em instituições e meio ambiente e evidência insuficiente nos demais eixos.

Simone Tebet (PSB) é o caso em que a convergência declarada convive com histórico documentado de sinal contrário, e a régua exige que ambos apareçam. A favor: defendeu publicamente, em 2026, o fim imediato da escala 6x1 sem redução salarial, com a formulação de que "o Brasil não quebra com o fim da 6x1, como não quebrou com as férias de trinta dias" — declaração de peso, vinda de quem ocupava o Ministério do Planejamento e Orçamento; e teve atuação relevante na CPI da Covaxin, identificando indícios de fraude na compra de vacinas, o que dialoga com o seu eixo de integridade e com o campo da saúde pública. Contra: votou favoravelmente à reforma trabalhista em julho de 2017 e à PEC do teto de gastos em dezembro de 2016, ambos enquadráveis no critério eliminatório "voto contra direitos sociais"; votou pela manutenção do mandato do senador Aécio Neves em outubro de 2017, apesar das acusações então pendentes; declarou em 18 de agosto de 2022 ser contrária à legalização do aborto salvo nas hipóteses do Código Penal e contrária à legalização de drogas; e foi criticada por organizações de direitos humanos por propor compensação a proprietários rurais em disputas de terras indígenas e suspensão de demarcações por quatro anos. A candidatura fica, portanto, na faixa morna, com teto imposto pelo critério eliminatório e com um dado favorável relevante em trabalho que a distingue nitidamente da faixa fria.

Soninha Francine (Cidadania, pela federação com o PSDB) apresenta o perfil mais heterogêneo do conjunto. Converge com seus dogmas morais de modo direto: declara-se favorável à legalização do aborto, defende a ampliação da pesquisa com cannabis medicinal e declarou-se, desde 2012, favorável à legalização da maconha, além de trajetória de atuação em políticas de diversidade sexual. Diverge no eixo tributário e fiscal, ao declarar-se favorável à manutenção do teto e do arcabouço de gastos, e produz fricção acentuada no eixo de instituições ao defender com ênfase o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, nominalmente citados. Sobre a escala 6x1, posiciona-se "a favor, com ressalvas", formulação que carece de detalhamento. A candidatura conta com apoio declarado do governador Tarcísio de Freitas, dado politicamente relevante para a leitura da chapa.

Na faixa fria situam-se, por ordem crescente de distância, André do Prado, Geraldo Rufino, Guto Schiavetto, Ricardo Salles e Guilherme Derrite.

André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo desde 2023, apresenta plataforma sem detalhamento programático localizável sobre qualquer dos cinco eixos, o que já o afasta de uma avaliação favorável por insuficiência de lastro. Pesam, ainda, duas ocorrências não julgadas: a representação protocolada em 17 de agosto de 2026 no Ministério Público Eleitoral por suposto uso eleitoral de culto religioso, que o alcança ao lado de Guilherme Derrite e do governador, e que toca diretamente o seu dogma de laicidade do Estado; e a controvérsia, levantada por adversário em 1º de setembro de 2026, sobre a permanência de assessor posteriormente condenado por crimes sexuais, cuja imputação de conhecimento prévio não está comprovada e não pode ser tratada como fato.

Geraldo Rufino (Podemos) declarou-se contrário à legalização do aborto, favorável à redução da maioridade penal, favorável ao teto de gastos e favorável às escolas cívico-militares, além de apoiar o governador de São Paulo. Guto Schiavetto (Missão) declarou-se contrário à legalização do aborto, defende a adoção do "Direito Penal do Inimigo" e cobra publicamente o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Registre-se, quanto à escala 6x1, que os questionários publicados registram Rufino como favorável à escala e Schiavetto como contrário a ela, formulações cuja polaridade é ambígua na fonte e que, por isso, não foram computadas na nota — a lacuna está sinalizada no mapa.

Ricardo Salles (Novo) reúne registros que incidem em três dos seus eixos. No eixo de integridade, é fato documentado que alegou por cerca de sete anos possuir mestrado pela Universidade Yale, o que a própria instituição desmentiu em 2019; foi absolvido por maioria pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em 5 de março de 2021, em ação de improbidade relativa ao plano de manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê; e pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente em 23 de junho de 2021 em meio a inquérito por suposta obstrução de investigação sobre extração ilegal de madeira, inquérito depois remetido ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, cujo desfecho não foi localizado. No eixo dos direitos humanos, declarou à CNN em abril de 2024, a propósito da PEC das Drogas, que "não existe um criminoso que vende para um inocente que compra", defendendo a equiparação penal entre porte e tráfico, e qualificou de ativismo judicial a decisão do Supremo sobre descriminalização da maconha.

Guilherme Derrite (PP) ocupa a posição mais fria do mapa senatorial na sua régua, e a razão está inteira no eixo de direitos humanos conjugado ao de instituições. Como Secretário de Segurança Pública de São Paulo, respondeu pela Operação Escudo, deflagrada no litoral paulista em julho de 2023, que resultou em ao menos vinte e oito mortes em cerca de quarenta dias; em 2 de agosto de 2023 qualificou publicamente as denúncias de tortura e execuções como "narrativas", afirmando que as autópsias não apontavam sinal de violência, afirmação contestada por testemunhas e por estudo universitário de setembro de 2024 segundo o qual noventa por cento das remoções de corpos ocorreram sem necessidade, com vítimas chegando mortas aos hospitais sem atendimento; policiais tornaram-se réus por mortes específicas, inclusive por matar homem desarmado e plantar arma, enquanto o Ministério Público arquivou vinte e três das vinte e sete investigações sobre as mortes. Como relator do projeto antifacção, promoveu seis alterações no texto aprovado pelo Senado, caracterizadas por veículos de imprensa como redutoras dos poderes da Polícia Federal — avaliação jornalística, não fato consensual —, tendo o texto final sido sancionado com dois vetos em março de 2026. É também um dos representados na representação de 17 de agosto de 2026 sobre uso eleitoral de culto religioso. Não há processo criminal ou de improbidade movido diretamente contra ele.

Ednelson Cesaretti (PCO) e William Teixeira (Agir) fecham o quadro: o primeiro converge nos eixos social e tributário pelo programa partidário, mas o mesmo programa propõe o fim do Supremo Tribunal Federal e a dissolução da Polícia Militar, o que o afasta agudamente do seu eixo de instituições; do segundo não foi localizado programa, plataforma ou registro público que permita avaliação, e a candidatura permanece sem nota por insuficiência absoluta de informação.


V. Da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa

A camada proporcional foi refeita a partir de duas fontes distintas, e a diferença de qualidade entre elas precisa ficar visível antes dos nomes. Para a Câmara dos Deputados, a base é a votação nominal registrada na interface de dados abertos da própria Casa — fonte primária, incontestável, que não depende de resenha jornalística nem de material de campanha. Para a Assembleia Legislativa de São Paulo, a base é um levantamento jornalístico publicado em 23 de agosto de 2026, ainda não conferido nas atas, agravado pelo fato de que a Assembleia não disponibiliza votação nominal em formato aberto equivalente ao da Câmara. A camada estadual é, portanto, estruturalmente menos confiável que a federal, e a nota de cada candidatura estadual carrega esse desconto.

Antes dos nomes, uma advertência de método que altera a leitura de todo o quadro. Nem toda votação discrimina, e tratar como convergência um voto acompanhado por noventa e seis por cento da Casa produziria exatamente o efeito que se quis evitar — confundir propaganda com compromisso. A isenção do imposto de renda até cinco mil reais foi aprovada por quatrocentos e noventa e três votos a zero, e a PEC do fim da escala 6x1 passou por quatrocentos e setenta e dois a vinte e dois no primeiro turno e por quatrocentos e sessenta e um a dezenove no segundo: ambas entram com peso reduzido, porque unanimidade não informa preferência. Precisamente por isso, esta edição substituiu a coluna tributária. No lugar da isenção do imposto de renda, que não separa ninguém, entrou a emenda ao Projeto de Lei Complementar 108/2024, que instituiria o imposto sobre grandes fortunas previsto no artigo 153, inciso VII, da Constituição desde 1988 e jamais regulamentado — alíquotas progressivas de meio a um e meio por cento sobre patrimônio líquido superior a dez milhões de reais, com exclusão de um imóvel residencial de até dois milhões e de instrumentos de trabalho de até quinhentos mil. Rejeitada por duzentos e sessenta e dois a cento e trinta e seis em 30 de outubro de 2024, ela divide as bancadas com nitidez: Partido dos Trabalhadores, Partido Socialista Brasileiro, Partido Democrático Trabalhista, Partido Comunista do Brasil, Partido Socialismo e Liberdade, Partido Verde, Rede e Solidariedade votaram fechados a favor; Partido Liberal e Novo votaram fechados contra, setenta e um a zero e quatro a zero; União Brasil, Progressistas, Partido Social Democrático, Movimento Democrático Brasileiro, Republicanos e Podemos votaram majoritariamente contra. É, das cinco votações mapeadas, a que melhor situa cada parlamentar no eixo tributário. Ordenam a camada federal, portanto, três votações efetivamente disputadas: o licenciamento ambiental, aprovado por duzentos e sessenta e sete a cento e dezesseis em 16 de julho de 2025; o imposto sobre grandes fortunas, rejeitado por duzentos e sessenta e dois a cento e trinta e seis em 30 de outubro de 2024; e a dosimetria das penas dos atos de 8 de janeiro, aprovada por duzentos e noventa e um a cento e quarenta e oito em 9 de dezembro de 2025. Autoria, relatoria e presidência de comissão, por simetria, pesam mais do que acompanhar a maioria. Registre-se ainda a regra que governa a ausência: quando o parlamentar não registrou voto na votação que define um eixo, o eixo fica sem nota, e não com nota baixa, porque ausência não é posição — foi por essa razão que Tabata Amaral, Carlos Sampaio, Baleia Rossi e Sâmia Bomfim ficaram sem nota no eixo tributário, todos ausentes da votação do imposto sobre grandes fortunas.

Aplicado esse critério, o quadro se ordena com nitidez. Carlos Sampaio (PSD, Campinas) e Miguel Lombardi (PL, Limeira) votaram a favor tanto do licenciamento ambiental quanto da dosimetria, e ocupam a extremidade fria. Baleia Rossi (MDB, Piracicaba), presidente nacional do partido, esteve ausente na votação do licenciamento e votou a favor da dosimetria — a ausência não é posição, mas o voto na dosimetria é, e aciona o critério eliminatório de ataque ao Estado Democrático. Jonas Donizette (PSB, Campinas) é o caso que mais exige atenção: votou contra o licenciamento ambiental, o que o aproximava da sua régua, e a favor da dosimetria, o que a aciona; convergência num eixo não compensa incidência em critério eliminatório noutro, e é precisamente para isso que o critério existe.

Na faixa oposta, quatro nomes. Orlando Silva (PCdoB, Campinas) é o único deputado com base na Região Metropolitana de Campinas cujo padrão de voto converge nas duas votações disputadas — contra o licenciamento e contra a dosimetria. Tabata Amaral (PSB), que apareceu no grupo com reserva explícita de sua parte, apresenta exatamente o mesmo padrão nessas duas votações, é autora da lei do "Pix Pensão", de transferência automática de pensão alimentícia em atraso, aprovada nas duas casas e sancionada, e traz contra si, na conversa de vocês, não um voto mas uma trajetória: eleita pelo PDT em 2018 e 2022, migrou para o PSB em 2022 após saída descrita como turbulenta. É legítimo que isso pese na sua decisão; não é, porém, um fato que o registro de voto autorize a converter em incidência de critério eliminatório, e o mapa registra os dois lados. Alencar Santana Braga (PT) presidiu, por designação de 28 de abril de 2026, a comissão especial da PEC 221/2019 — a comissão que aprovou o fim da escala 6x1 na Câmara, instalada em 29 de abril —, e no seu eixo de trabalho isso é a diferença entre votar com a maioria e conduzir a matéria. Erika Hilton (PSOL) ocupa a posição mais quente da camada federal, e por razão de autoria: apresentou a PEC 8/2025, de jornada de quatro dias e trinta e seis horas semanais, arquivada por desapensação em 27 de maio de 2026 depois que seu conteúdo foi incorporado ao substitutivo do relator, e votou favoravelmente nos dois turnos.

Duas candidaturas do seu grupo entram sem histórico de voto federal a confrontar. Guilherme Cortez (PSOL, número 5005), o nome da "colinha" compartilhada, é deputado estadual e vice-líder da oposição na Assembleia, e migra agora para a disputa federal; como a Assembleia não publica votação nominal aberta, sua avaliação repousa sobre autoria de projetos — o Programa Estadual de Atenção à Saúde Sexual LGBTI+, a isenção da taxa de segunda via de RG para pessoas trans e a punição à chamada "cura gay" —, o que converge diretamente com os dogmas que você declarou inegociáveis, ao custo de nenhuma evidência nos eixos de trabalho e tributação. Pedro Tourinho (PT, número 1319, Campinas) é ex-presidente da Fundacentro, órgão federal de segurança e saúde no trabalho, e é a única candidatura do recorte regional cuja trajetória institucional fica exatamente na interseção dos seus dois primeiros eixos; também aqui não foram localizados votos nominais recentes. Edilene Santana (PSOL, número 5019, Campinas), da candidatura coletiva "Bancada das Trabalhadoras", permanece sem nota por insuficiência absoluta de informação.

Na Assembleia Legislativa, o quadro regional se ordena por duas matérias, e o primeiro esclarecimento é sobre por que uma delas entra no eixo de saúde. A privatização da Sabesp é tratada aqui como política de saúde pública em sentido próprio, e não como debate econômico, pela relação direta e mensurável entre cobertura de saneamento e carga de doença que chega à porta do SUS municipal. Alex Madureira (PL, número 22777, Piracicaba) e Dirceu Dalben (PSD, Sumaré) votaram a favor da privatização e a favor das escolas cívico-militares, e ocupam a extremidade fria da camada. Rafa Zimbaldi (União Brasil, número 44000, Campinas) votou a favor da privatização e obstruiu a votação das escolas cívico-militares — obstrução é manobra regimental e não posição de mérito, e por isso recebe nota intermediária, não favorável. Ana Perugini (PT, número 13121, Hortolândia), em terceiro mandato, esteve ausente na votação da Sabesp e em obstrução na das escolas, de modo que nenhuma das duas produz posição registrada e sua avaliação fica com pouco lastro. Professora Bebel (PT, número 13123, Piracicaba) é a única do recorte que votou expressamente contra as escolas cívico-militares, e também esteve ausente na votação da Sabesp.

A Bancada Feminista do PSOL, número 50000, que apareceu na mesma "colinha" do seu grupo, disputa a reeleição como candidatura coletiva composta por cinco mulheres negras — Paula Nunes, Sirlene Maciel, Simone Nascimento, Camila Lisboa, ex-presidenta do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, e Raquel Gualberto —, eleitas à Assembleia em 2022 com duzentos e cinquenta e nove mil e setecentos votos, a candidatura de mulheres mais votada do estado naquele ano. Sua plataforma declarada — serviços públicos, valorização do funcionalismo e segurança para mulheres, jovens e crianças — converge com a leitura de classe e de raça que você declarou, e a limitação é a mesma de todo mandato coletivo estadual: sem votação nominal publicada, não há como confrontar discurso e prática. Registre-se, por fim, que a única candidatura chamada Esther localizada no campo progressista da região é Esther Morais, do PV, com base em Santa Bárbara d'Oeste, e que não há confirmação de que seja a pessoa mencionada na conversa do grupo.


V-A. Da aritmética das cadeiras

Você mesmo escreveu no grupo que queria "analisar partidos e quantas cadeiras cada partido vai puxar", e a pergunta é a mais consequente de toda a camada proporcional, porque nela o voto não elege diretamente a pessoa em quem se vota. O Código Eleitoral, nos artigos 106 a 109, determina que o quociente eleitoral resulte da divisão dos votos válidos — excluídos brancos e nulos — pelo número de vagas em disputa, e que o quociente partidário de cada partido ou federação resulte da divisão de sua votação pelo quociente eleitoral, desprezada a fração. São Paulo elege setenta deputados federais e noventa e quatro estaduais, e o quociente eleitoral para a Câmara girou, em 2018, em torno de trezentos e um mil e quatrocentos votos; o valor certificado de 2022 não foi localizado em fonte primária e permanece pendente de conferência direta na base do TSE.

Sobre esse desenho incidem duas regras que mudam a resposta prática à sua pergunta. A primeira, introduzida pela Lei 13.165/2015, condiciona a posse à votação nominal mínima de dez por cento do quociente eleitoral, de modo que um candidato pode ser o mais votado de sua legenda e ainda assim não se eleger se a legenda não alcançar o quociente, e um partido pode conquistar a vaga sem ter quem a ocupe. A segunda é a decisão do Supremo Tribunal Federal de 28 de fevereiro de 2024, nas ADIs 7.228, 7.263 e 7.325, que invalidou por sete votos a quatro a exigência de que só disputassem as sobras os partidos que houvessem atingido oitenta por cento do quociente eleitoral com candidato individual a vinte por cento — regra que valeu em 2022 e que, por seis votos a cinco, foi afastada a partir de 2024, preservados os mandatos anteriores pela anterioridade do artigo 16 da Constituição.

A consequência para a sua decisão é aritmética, não moral, e cabe enunciá-la sem inclinar o resultado. Um voto em legenda pequena tem menor probabilidade de se converter em cadeira pela via do quociente partidário cheio e depende mais da fase de sobras — fase que, desde 2024, ficou substancialmente mais acessível às legendas menores do que era quando você votou pela última vez. Quem decide entre convergência e viabilidade na camada proporcional decide, na prática, entre duas apostas de probabilidade diferente sobre o mesmo voto, e essa é uma escolha sua.


V-B. Dos nomes regionais acrescentados

Cinco nomes foram incorporados por indicação direta sua, e é preciso dizer de saída que um deles não existe no registro. A busca não localizou nenhum candidato chamado Renato Medeiros em São Paulo em 2026, nem na Região Metropolitana de Campinas nem em qualquer outra base do estado; os homônimos encontrados são um jogador de futebol sem vínculo político e um registro histórico da Câmara relativo a um deputado nascido em 1912, eleito por Rondônia. Os dois nomes reais mais próximos que a pesquisa alcançou são Juliano Medeiros, presidente nacional da federação PSOL-Rede e candidato a deputado federal por São Paulo pelo número 5050, e Jaque Medeiros, candidata a deputada estadual pelo PT com base em Campinas. Ambos foram incluídos no mapa, e a identificação definitiva depende de você indicar o cargo ou o município.

Denis Andia disputa a Câmara dos Deputados pelo MDB, com candidatura oficializada em 25 de julho de 2026 e apoio declarado do governador Tarcísio de Freitas em 28 de agosto. Foi prefeito de Santa Bárbara d'Oeste em dois mandatos, de 2013 a 2016 e de 2017 a 2020 — o primeiro prefeito reeleito na história do município, com 54,65% dos votos válidos em 2016 —, presidiu a Região Metropolitana de Campinas em 2017 e é Secretário Nacional de Mobilidade Urbana desde 20 de março de 2023. O ponto que exige precisão técnica está nas contas: as de 2016 foram rejeitadas pela Câmara Municipal em 1º de dezembro de 2023, por onze votos a oito, com base em parecer do Tribunal de Contas do Estado que apontou despesa de pessoal em 54,73% da receita corrente líquida, acima do limite de 54% fixado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, e recolhimento parcial de encargos sociais. Rejeição de contas não é condenação, não configura improbidade por si só e não gera inelegibilidade automática — depende de a Justiça Eleitoral reconhecer irregularidade insanável e ato doloso, e o Ministério Público já se havia manifestado pelo arquivamento. Por isso o episódio não aciona, nesta régua, o critério eliminatório de condenações e improbidade, embora reduza a nota do eixo de integridade. As contas de 2019 foram aprovadas. Não foram localizadas propostas detalhadas em nenhum dos cinco eixos.

Felipe Sanches disputa a Câmara dos Deputados pelo PL, oficializado em 25 de julho de 2026. É vice-prefeito de Santa Bárbara d'Oeste desde 2021, reeleito em 2024, foi vereador por dois mandatos e presidiu a Câmara Municipal em 2019 e 2020. Sua campanha declara "valores cristãos" e representação regional, e conta com apoio dos prefeitos Rafael Piovezan e Chico Sardelli, de André do Prado e do governador. Não foi localizada proposta em nenhum dos cinco eixos, nem registro de integridade em qualquer sentido — a candidatura permanece sem nota por insuficiência de informação, e não por juízo desfavorável.

Franco Sardelli disputa a Assembleia Legislativa pelo PL sob o número 22001, com base em Americana. É advogado, filho do prefeito Chico Sardelli, e foi chefe de gabinete da prefeitura por cinco anos e meio na gestão do pai, sem mandato eletivo anterior. A nomeação foi questionada judicialmente por nepotismo e o Tribunal de Justiça de São Paulo considerou a indicação legal, mantendo-o no cargo — decisão favorável, que se registra como fato consumado e não como pendência. Lançou campanha em 31 de agosto de 2026, na Festa do Peão de Americana, com nove vereadores do município e o vice-prefeito Odir Demarchi. Sem propostas detalhadas nos cinco eixos.

Esther Moraes disputa a Assembleia pelo PV, dentro da federação com PT e PCdoB, e é a trajetória mais legível de todo o recorte regional. Vereadora em Santa Bárbara d'Oeste eleita pelo PL, deixou o partido em 11 de março de 2024 alegando radicalização ideológica após a filiação de Jair Bolsonaro, tendo sido a única vereadora a votar contra a concessão a ele do título de cidadão honorário; em 21 de março de 2024, após intervenção do diretório estadual, tornou-se presidente do PV local. Há uma coincidência que merece registro pela exatidão: foi ela quem, em dezembro de 2023, ainda filiada ao PL, votou contra a rejeição das contas de Denis Andia, sustentando ausência de indício de ilegalidade ou de dolo — posição tecnicamente coerente com o que o parecer efetivamente dizia, e não favorecimento, já que à época seu próprio partido apoiava a rejeição.

André do Prado, cuja avaliação você pediu que fosse aprofundada, muda de posição no mapa em razão do que a pesquisa acrescentou. Vereador em Guararema aos vinte e três anos, depois vice-prefeito e prefeito, é deputado estadual desde 2010 em quatro mandatos consecutivos — 86.346 votos em 2010, 164.589 em 2014, 123.313 em 2018 e 216.268 em 2022 — e preside a Assembleia Legislativa desde 2023, reeleito em 15 de março de 2025 por oitenta e oito votos a quatro, com sustentação que foi do PL ao PT. Sob sua presidência a Assembleia aprovou a privatização da Sabesp, a lei das escolas cívico-militares e a emenda que permitiu a reeleição do governador, e ele anunciou como prioridade a privatização de quatorze linhas de travessias litorâneas. O elemento decisivo, porém, é programático e explícito: a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro é bandeira declarada de sua campanha ao Senado, o que aciona diretamente o critério eliminatório de ataque ao Estado Democrático e o desloca para a extremidade fria da camada senatorial. Permanece pendente a representação de 17 de agosto de 2026, apresentada pela Associação Movimento Brasil Laico à Procuradoria Regional Eleitoral contra ele, o governador e Guilherme Derrite, por suposto uso eleitoral de culto religioso perante cerca de dois mil e quinhentos fiéis — acusação não julgada, que ele nega afirmando presença "exclusivamente como convidado, em momento de fé e oração". Registre-se, sem que componha nota, que em 1º de setembro de 2026 Ricardo Salles o acusou publicamente de ter mantido em sua estrutura por treze anos um assessor condenado em agosto de 2023 a quarenta anos de prisão por estupro de vulnerável: a condenação do assessor é fato documentado, ao passo que a alegação de conhecimento ou acobertamento é acusação eleitoral não julgada, negada por ele, e assim deve ser tratada.

Ao lado desses nomes, o inventário regional foi ampliado com candidaturas à Assembleia com base em Santa Bárbara d'Oeste — Celso Ávila (Solidariedade), Dartanhan de Campos (PSD), Edvaldo Meira (PSDB) e Isabela Gouveia (DC) —, em Sumaré, com Willian Souza (PT), em Americana, com Professora Juliana (PT), e em Campinas, com Jaque Medeiros (PT), Mariana Conti e Fernanda Souto (PSOL), Gustavo Petta (PCdoB) e Rebeca Cristina (PSB); e à Câmara, com Guida Calixto (PT, Campinas) e Erick Gomes (MDB, Piracicaba), este último com divergência entre fontes quanto ao cargo efetivamente registrado. De quase todos não se localizou plataforma, e nenhum deles recebeu nota: figuram no mapa em bloco apartado, expressamente rotulado como sem avaliação, para que a posição na lista não seja confundida com proximidade.


V-C. Do confronto entre PL, MDB e PSOL

A comparação que você pediu entre as três legendas foi construída não a partir do que cada uma diz de si, mas a partir de como suas bancadas votaram nas mesmas matérias, e o resultado é mais nítido do que qualquer manifesto.

Na votação do licenciamento ambiental, em 16 de julho de 2025, o PL registrou setenta e três votos favoráveis contra um contrário, o MDB vinte e sete contra um, e o PSOL nenhum favorável contra doze contrários. Na dosimetria das penas dos atos de 8 de janeiro, em 9 de dezembro de 2025 — a votação disputada, decidida por duzentos e noventa e um a cento e quarenta e oito —, o PL votou setenta e cinco a um a favor, o MDB vinte e cinco a cinco a favor, e o PSOL zero a doze, unânime contra. Na PEC do fim da escala 6x1, em primeiro turno, o PL votou oitenta e três a onze a favor, o MDB trinta e dois a dois, e o PSOL doze a zero. Em São Paulo, na eleição de 2022, o PL elegeu dezessete deputados federais e dezenove estaduais, a maior bancada nas duas casas; o MDB, cinco e quatro; e a federação PSOL-Rede, cinco e seis.

Desses números extraem-se três conclusões que valem mais do que a comparação programática. A primeira é que, na régua declarada, a diferença entre as legendas não é de ênfase, mas de acionamento: na dosimetria, o PL e o MDB acionam o critério eliminatório de ataque ao Estado Democrático pela conduta majoritária de suas bancadas, e o PSOL não o aciona. A segunda é que a única divergência flagrante entre discurso e voto de todo este mapa é do PL — em 23 de fevereiro de 2026 o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, declarou que atuaria para barrar a PEC da escala 6x1, com a frase "nós vamos trabalhar para não deixar votar", e em 26 de maio afirmou que rejeitá-la poderia favorecer Lula eleitoralmente; a bancada, ainda assim, votou majoritariamente a favor, e os onze votos contrários, todos do PL, formam o maior bloco de resistência nominal da Câmara. O MDB, ao contrário, fechou questão a favor da proposta e cobrou urgência pela voz de seu líder no Senado, e nesse ponto discurso e voto convergem. A terceira é que, nos dados levantados, o PSOL é o único dos três sem qualquer divergência entre o que diz e como vota: em outubro de 2024 foi autor da emenda do Imposto sobre Grandes Fortunas, com alíquotas de 0,5% a 1,5%, rejeitada com PL e MDB entre as bancadas contrárias, e em 9 de maio de 2026 protocolou no Supremo, pela federação com a Rede, as ADIs 7966 e 7967 contra a Lei da Dosimetria, coerentemente com o voto unânime de sua bancada contra o mesmo texto.

Resta uma advertência de método que o próprio material impõe. Comportamento de bancada descreve o partido, não a pessoa, e não se transfere automaticamente a um candidato individual — razão pela qual Marco Feliciano, do PL, e Sâmia Bomfim, do PSOL, entram neste mapa com a nota que suas evidências individuais sustentam, e não com a de suas legendas. A régua é de conduta verificável; a legenda é contexto, e não veredicto.


V-D. De Renato Freitas, e do limite do recorte

Você corrigiu o nome, e a correção resolve a identificação mas cria uma questão de escopo que precisa ser enunciada antes de qualquer análise: Renato Freitas, do PT, número 1333, é candidato a deputado federal pelo Paraná, e não por São Paulo. O registro está deferido pela federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV. Você não vota nele. Ele entra neste mapa porque foi pedido, e figura em seção apartada exatamente para que sua nota não contamine as camadas paulistas nem sugira uma escolha que a urna não oferecerá a você.

Feita a ressalva, o caso é substantivo. Nascido em Sorocaba em 12 de dezembro de 1983, filho de mãe migrante paraibana, concluiu o ensino fundamental por supletivo e chegou ao mestrado em Direito na Universidade Federal do Paraná, com dissertação sobre periferia e prisão; foi da Defensoria Pública do Paraná, professor universitário e advogado popular. Elegeu-se vereador de Curitiba em 2020 com 5.097 votos e deputado estadual em 2022 com 57.880. No eixo de direitos humanos, que é onde sua nota é mais alta, há lastro consistente: presidiu a Comissão de Igualdade Racial da Assembleia, declara-se fruto da política de cotas raciais, defende a desmilitarização da polícia, cobrou transparência em caso de tortura praticada por policiais em janeiro de 2024 e tem como bandeira de 2026 nacionalizar o debate sobre letalidade policial.

O eixo de instituições e integridade, porém, é o que exige do leitor jurídico exatamente a distinção que este documento se comprometeu a fazer, e o resultado não é simples nem confortável. Em 5 de agosto de 2022 a Câmara de Curitiba cassou seu mandato de vereador por quebra de decoro, por vinte e três votos a sete, depois de a primeira votação, de junho, ter sido anulada pelo Tribunal de Justiça do Paraná por desrespeito ao devido processo legal — o episódio originário foi a entrada de manifestantes de um ato antirracista em igreja no centro da cidade, ato sobre o qual a própria Arquidiocese se manifestou contrariamente à cassação. Em 23 de setembro de 2022, o ministro Luís Roberto Barroso concedeu medida cautelar monocrática na Reclamação 55.948/PR suspendendo a cassação, por descumprimento do prazo de noventa dias do artigo 5º, VII, do Decreto-Lei 201/1967, e ele reassumiu em 10 de outubro. O mérito nunca foi julgado por órgão colegiado: o processo se extinguiu quando a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou seu arquivamento por prescrição, em 12 de março de 2024. Novo processo de cassação, agora na Assembleia do Paraná, decorre de briga de rua em 19 de novembro de 2025, teve parecer pela cassação aprovado na CCJ em 2 de junho de 2026 por oito votos a dois, e está com a votação em plenário suspensa por decisões do Superior Tribunal de Justiça, de 18 de junho, e do Supremo, de 3 de julho de 2026. É réu por calúnia, difamação e injúria desde 17 de março de 2026, quando o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná afastou a imunidade parlamentar por quinze votos a cinco. E a condenação por desacato de 2019, mantida em segunda instância em 22 de fevereiro de 2024, foi anulada pela mesma câmara em 16 de dezembro do mesmo ano, por vício de intimação que cerceou a defesa.

O saldo jurídico é inequívoco: nenhuma condenação subsiste, e ser réu não é ser condenado, de modo que o critério eliminatório de condenações e improbidade não é acionado. O saldo analítico é mais delicado, e a honestidade obriga a dizê-lo: o acúmulo de litígios reduz a nota do eixo, e a régua, sozinha, não distingue perseguição política de conduta reprovável — essa é uma leitura que você terá de fazer, e para a qual este documento fornece os fatos, não a conclusão. Registre-se, por fim, a lacuna que mais limita a avaliação: o portal da Assembleia Legislativa do Paraná está com o conteúdo dos perfis parlamentares suspenso durante o período eleitoral, por força da Lei 9.504/1997, o que impediu levantar seus votos nominais e a lista oficial de projetos — de modo que, dos cinco eixos, apenas três puderam ser pontuados.


V-E. Do desempenho no mandato, mantido fora da nota

Duas informações foram acrescentadas a esta edição por sugestão minha e acolhimento seu, e ambas exigiram, antes da coleta, a definição de onde ficariam. Emendas parlamentares e assiduidade em votação nominal descrevem trabalho, não valores, e a decisão foi mantê-las rigorosamente fora do cálculo da nota, exibidas em quadro apartado. A razão é a mesma que sustenta o eixo separado da viabilidade eleitoral: valor de emenda alta não é bom nem ruim em si — depende inteiramente do destino e da execução —, e ausência em votação pode significar missão oficial, licença de saúde ou desídia, hipóteses que o dado bruto não distingue. Incorporá-las à nota converteria um indicador ambíguo em juízo de convergência, e destruiria a interpretabilidade do resultado.

Quanto às emendas, a coleta foi feita na Consulta de Emendas Parlamentares do Portal da Transparência, com dados até 3 de setembro de 2026, para os nove deputados federais do recorte com mandato em curso. Jonas Donizette, do Partido Socialista Brasileiro, lidera em valor empenhado, com dezenove emendas e oitenta e um milhões e seiscentos mil reais, dos quais quarenta e nove milhões e duzentos mil destinados à função saúde; Miguel Lombardi, do Partido Liberal, vem em seguida, com doze emendas e setenta e nove milhões e trezentos mil; Alencar Santana Braga, do Partido dos Trabalhadores, apresenta o maior número de emendas, quarenta e duas, somando sessenta e nove milhões e trezentos mil. A limitação, contudo, precisa ser dita com a mesma clareza do dado: trinta e sete por cento das emendas desses nove parlamentares estão classificadas na rubrica "múltiplo" — repasse a fundo estadual ou distribuição entre vários municípios —, o que impede confirmar quanto efetivamente chegou a cada cidade da Região Metropolitana de Campinas. A única emenda com destino municipal explícito na região, entre os nove, é uma de Sâmia Bomfim, de duzentos e oitenta e cinco mil reais para Campinas, na função educação. A ressalva é especialmente relevante quanto a Jonas Donizette, ex-prefeito de Campinas, cujas maiores emendas de saúde recaem justamente sob aquela rubrica e não puderam ser confirmadas nem descartadas como destinadas ao município.

Quanto à assiduidade, o percentual foi apurado por mim, votação por votação, na base de dados abertos da Câmara: das três mil duzentas e quarenta e sete votações registradas em Plenário entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de agosto de 2026, quinhentas e quarenta e nove tiveram voto individual registrado, e as demais foram simbólicas, sem registro nominal, razão pela qual não entram na conta. Sobre esse denominador, oito dos nove deputados situam-se entre setenta e seis e oitenta e oito por cento de presença, faixa que não distingue significativamente ninguém. A exceção é Baleia Rossi, do Movimento Democrático Brasileiro, único abaixo de sessenta por cento, com cinquenta e nove por cento — dado que comporta explicação plausível na presidência nacional do partido, mas que o eleitor tem o direito de conhecer antes de decidir, e que aqui se registra sem qualificação valorativa.

O terceiro indicador sugerido, o financiamento de campanha, não pôde ser coletado, e a razão é jurídica, não técnica. Consultou-se o DivulgaCandContas candidatura por candidatura nas trinta e cinco disputas de Presidência, governo de São Paulo e Senado, e o campo de prestação de contas encontra-se vazio em todas, sem exceção. O prazo legal de entrega da primeira prestação parcial das Eleições 2026 é 13 de setembro de 2026, e a coleta ocorreu em 5 e 6 de setembro. Registre-se, para prevenir equívoco corrente, que o valor já publicado pelo Tribunal Superior Eleitoral no campo correspondente é o teto de gastos, e não o montante arrecadado: Tarcísio de Freitas e Fernando Haddad exibem exatamente a mesma cifra, vinte e seis milhões seiscentos e oitenta e três mil duzentos e nove reais e vinte e quatro centavos, precisamente porque disputam o mesmo cargo e se submetem ao mesmo limite. A partir de 14 de setembro de 2026 o dado passará a existir no mesmo endereço já mapeado, e a coleta poderá ser refeita sem alteração de método.


V-F. Do aprofundamento da pesquisa e do critério de coerência

A décima primeira edição respondeu a uma exigência simples de formular e trabalhosa de cumprir: que nenhuma candidatura ficasse sem o mínimo de dados que a tornasse avaliável. A coleta foi refeita em quatro frentes paralelas — Presidência, Governo e Senado, Câmara e Assembleia —, sob regra estrita de que só entraria fato lido em página aberta, com trecho literal e endereço, e de que a resposta "não localizado" valeria mais do que qualquer inferência. O resultado numérico é expressivo: as candidaturas sem avaliação caíram de dezoito para sete, as de segurança alta subiram de vinte e duas para trinta e cinco, e as referências bibliográficas passaram de cento e cinquenta e oito para mais de quatrocentas. Três lacunas de fonte primária foram fechadas pela própria base de votos da Câmara, que já estava em mãos e não tinha sido lida com atenção suficiente: Marco Feliciano, que aparecia sem nota alguma, tem quatro votos nominais registrados — a favor do licenciamento, contra o imposto sobre grandes fortunas, a favor da dosimetria e a favor do fim da escala 6x1 — e passou a ocupar a extremidade fria da camada federal; Pedro Tourinho, que o mapa dizia não ter votado em nada, votou a favor do imposto sobre grandes fortunas em 30 de outubro de 2024, quando exercia o mandato como suplente; e Marina Silva, descrita como licenciada, votou nos dois turnos da PEC do fim da escala 6x1 em 27 de maio de 2026, porque havia deixado o ministério em 1º de abril para concorrer. Os três erros eram meus, e a correção veio do dado bruto, não de terceiros.

O aprofundamento trouxe também fatos que alteraram a distribuição dos alertas, e o critério foi aplicado nos dois sentidos do espectro. Passaram a portar o selo de anistia ao 8 de janeiro, por bandeira explícita de campanha e não por dedução, Romeu Zema ("não é nem dosimetria, mas anistia", 13 de janeiro de 2026), Ronaldo Caiado ("meu primeiro ato vai ser exatamente a anistia ampla, geral e irrestrita", 30 de março de 2026), Wilson Grassi e Rui Costa Pimenta ("eu daria anistia a Bolsonaro", 23 de abril de 2026) — este último do PCO, o que demonstra que o selo não distingue campo político. Tarcísio de Freitas recebeu o selo de negação de denúncias apuradas de violência do Estado pelas declarações sobre a Operação Escudo ("não houve excesso"; "não existe combate ao crime sem efeito colateral"), pelo mesmo critério já aplicado a Guilherme Derrite, cuja ficha ganhou a frase "eu nem sabia que eram 56, eu não faço essa conta". Augusto Cury recebeu o selo de credencial contestada porque o plano protocolado no TSE declara doutorado em Psicologia que o Currículo Lattes não registra e que ele próprio, em julho de 2026, afirmou não apresentar como tal. Marco Feliciano recebeu os selos de fala pública contra pessoas LGBTQIAPN+ e de conteúdo racista pelas mensagens de 2011 — os africanos como "povo amaldiçoado pelo patriarca bíblico Noé", a "podridão dos sentimentos dos homoafetivos" —, cujo inquérito o Supremo arquivou em 2014 por não configurarem crime, embora "reprovável" a conduta; a ficha registra o arquivamento e também a anulação, em 2024, da condenação cível de 2021, porque o selo aponta a fala, que é fato reconhecido, e não a punição, que não subsistiu. Em contrapartida, o critério recusou selos a declarações que a pesquisa devolveu como candidatas a alerta e que não atendem à definição: as frases de Lula sobre "batom e calcinha" ou "afrodescendente gosta de um batuque", a de Marçal segundo a qual "mulher não vota em mulher", a de Renan Santos sobre autistas, o ato falho de Zema sobre "programas contra as mulheres". Todas ficaram registradas nas fichas como declarações controversas, com data e fonte, e nenhuma virou selo, porque o selo exige fala que ataque o grupo ou banalize violência contra ele, e uma regra que se aplica a uns e não a outros deixa de ser regra.

A novidade conceitual da edição é o critério de coerência, que nasceu de uma observação de quem usa a ferramenta: a palavra "confiança" sugeria avaliação da honestidade do candidato, e essa avaliação, se existisse, deveria ser feita por método próprio e não por sinônimo. O critério foi construído com a exigência que o tornasse defensável — só conta contradição documentada dos dois lados, isto é, declaração, voto ou plano de um lado e declaração, voto ou plano do lado oposto, sobre o mesmo tema, ambos datados e com fonte; mudança de posição admitida em público conta, e vem marcada como tal. Dezessete contradições foram documentadas em onze candidaturas. Algumas são flagrantes: Caiado chamou a PEC do fim da escala 6x1 de "populista, eleitoreira" em 20 de agosto de 2026 e disse "sim, sou a favor" em 22 de agosto; Flávio Bolsonaro afirmou no Jornal Nacional jamais ter questionado o processo eleitoral, e a Agência Lupa recuperou suas declarações de 2018 e 2021; Lula negou conhecer a lobista Roberta Luchsinger e a mesma agência localizou fotografias de ambos creditadas ao fotógrafo oficial; Tarcísio prometeu em 2022 retirar "com certeza" as câmeras corporais da Polícia Militar e em 2024 lançou edital para ampliá-las em dezoito por cento; Feliciano assinou em 14 de maio de 2026 emenda para adiar em dez anos o fim da escala 6x1 e votou a favor do fim da escala em 27 de maio. Outras são mudanças admitidas, e assim aparecem: Derrite sobre as câmeras corporais, Tebet sobre o domicílio eleitoral, Marçal sobre o patrimônio declarado de sete bilhões retificado para cento e cinquenta milhões. O quadro de coerência não entra na nota, pela mesma razão que o desempenho no mandato não entra: mede uma dimensão distinta do alinhamento de valores, e misturá-las tornaria ambas ilegíveis. Ao lado dele, cada ficha passou a exibir as checagens de fatos da Agência Lupa e do Aos Fatos sobre entrevistas e debates de 2026, com veredito e endereço, e com a advertência de que checagem jornalística não é decisão judicial e por isso não gera selo — doze vereditos, distribuídos entre Lula, Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado, Cury, Renan Santos, Tarcísio e Haddad.

Por fim, a pesquisa deixou lacunas que devem ser ditas. O nome "Erick Gomes" não consta nas listas de candidatos a deputado federal por São Paulo publicadas em agosto de 2026, e a lista estadual traz um "Erick Levi" do mesmo partido, sem confirmação de identidade; a ficha registra a incerteza e permanece sem nota. Rebeca Cristina, William Teixeira, Policial Edjane, Felipe Sanches, Dartanhan de Campos e Celso Ávila seguem sem posição localizada em qualquer tema, apesar de biografias agora preenchidas. O desfecho da condenação de Jonas Donizette por improbidade no TJ-SP, em 2020, não foi localizado, e a ficha o registra como decisão não definitiva, sem selo, pela inferência de que a eleição de 2022 e o registro de 2026 indicam que os efeitos não subsistiram — inferência que o leitor deve conhecer como tal. E as páginas de notícias da Assembleia Legislativa retornaram, durante toda a coleta, a mensagem de indisponibilidade por legislação eleitoral, de modo que os votos estaduais continuam apoiados nas listas nominais publicadas pela CNN e pela Gazeta SP, e não nas atas.


VI-A. Da propaganda eleitoral, dos debates e do que eles revelam

Você pediu que a análise alcançasse a propaganda política e os debates, e o achado mais consequente não está no conteúdo de nenhuma peça: está na tabela de distribuição do tempo. O horário eleitoral gratuito foi ao ar em 28 de agosto e se encerra em 1º de outubro, com dois blocos diários de doze minutos e trinta segundos em rede nacional para a Presidência e setenta minutos diários de inserções, conforme a Resolução TSE 23.776, de 25 de agosto de 2026. Dentro desse tempo, a candidatura de Lula recebeu cinco minutos e trinta e um segundos por bloco e quatrocentas e trinta e três inserções; a de Flávio Bolsonaro, quatro minutos e vinte segundos e trezentas e trinta e nove inserções; a de Ronaldo Caiado, dois minutos e dois segundos e cento e cinquenta e nove; e a de Augusto Cury, trinta e cinco segundos e quarenta e sete. As nove demais candidaturas presidenciais — entre elas as do PCB, do PSTU e da Unidade Popular, que ocupam a faixa mais quente do seu mapa — não receberam tempo algum. Em São Paulo, no governo, Tarcísio de Freitas recebeu seis minutos e vinte segundos e Fernando Haddad dois minutos e trinta e nove, e as cinco candidaturas restantes ficaram sem tempo dedicado.

A conclusão que daí decorre é aritmética e desconfortável. A distribuição obedece ao artigo 47 da Lei 9.504/1997, que reparte o tempo entre uma fração igualitária e uma fração proporcional à bancada da Câmara apurada na totalização de 2022, e o efeito prático é que o mapa de calor mede convergência de valores ao passo que a tabela de tempo mede capacidade de ser ouvido. São grandezas distintas, e confundi-las seria o erro mais fácil deste documento: a candidatura mais próxima da sua régua na Presidência não dispõe de um único segundo de televisão, e isso não diz nada sobre seu programa, mas diz tudo sobre a probabilidade de que alguém venha a conhecê-lo.

Sobre os debates, o registro é igualmente revelador pelo que não aconteceu. Até 6 de setembro houve um único debate presidencial, em 23 de agosto, promovido por Band, TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan em conjunto com o Estadão, ao qual compareceram Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Renan Santos, e faltaram Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema — isto é, os dois primeiros colocados nas pesquisas não foram, e o terceiro colocado foi. Os temas discutidos foram segurança pública, educação, direitos das mulheres e agronegócio; nas fontes consultadas não houve discussão de SUS, escala 6x1, tributação de altas rendas ou anistia dos atos de 8 de janeiro, de modo que quatro dos cinco eixos da sua régua simplesmente não foram ao ar. No debate paulista de 9 de agosto, na Band, a pauta foi segurança pública e saneamento, com a Sabesp no centro, e tampouco houve SUS, jornada ou tributação estadual estruturada. Restam três debates presidenciais confirmados — em 14 de setembro pelo pool de CNN, SBT, RedeTV! e Rede Vida, em 27 de setembro pela Record com o Estadão, e em 1º de outubro pela TV Globo —, e é neles que os eixos ausentes ainda podem aparecer.

A checagem independente, por sua vez, cumpre neste documento uma função específica: não substitui a régua, protege-a. Nenhuma das candidaturas checadas saiu ilesa. A Agência Lupa classificou como falsa a afirmação de Tarcísio de Freitas de que Haddad não teria entregue nenhuma UPA como prefeito — entregou três, entre 2014 e 2016 —, e como falsa também sua alegação sobre a posição de São Paulo no ranking do Ideb, ao passo que confirmou como verdadeiro o menor indicador de latrocínios da série histórica. Da mesma checagem, Haddad saiu com uma afirmação falsa, sobre promessa de isenção de imposto de renda estadual, e uma exagerada, sobre a taxa Selic. Aos Fatos classificou como falsas as afirmações de Caiado sobre o fim da criminalidade nas escolas de Goiás e de Renan Santos sobre fome, e como sem sustentação a de Caiado sobre território confiscado por facções. Da entrevista de Lula ao Jornal Nacional, em 27 de agosto, saíram uma afirmação verdadeira — o crescimento de 7,5% em 2010, confirmado pelo IBGE em 7,53% —, uma falsa e uma enganosa. E da entrevista de Flávio Bolsonaro, em 28 de agosto, a Lupa classificou como falsa a alegação de que o Pix teria sido criado no governo Bolsonaro, concebido que foi no governo Temer, e como falsa a afirmação de que nunca teria questionado o sistema eleitoral, contradita por declarações suas entre 2014 e 2022 — esta última tocando diretamente o eixo de instituições, e não apenas o de veracidade.

Por fim, a Justiça Eleitoral já interveio três vezes na propaganda deste ciclo, e as três decisões desenham um critério que vale registrar por sua utilidade jurídica. Em 30 de agosto, a ministra Estela Aranha suspendeu liminarmente a peça da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro a organizações criminosas, por extrapolar os limites da crítica política admissível. Em 2 de setembro, o presidente do Tribunal, ministro Nunes Marques, determinou a remoção em vinte e quatro horas de vídeos do deputado Filipe Barros e de perfis associados que comparavam o PT a símbolo nazista e o vinculavam ao PCC, com bloqueio pela plataforma em caso de descumprimento. E na mesma data manteve no ar a peça que liga Flávio Bolsonaro ao Banco Master, ao fundamento de que os fatos foram reconhecidos pelo próprio candidato e de que cabe à Justiça Eleitoral intervenção mínima no debate político. O critério que emerge dessas três decisões é o de que fato reconhecido pode ser dito, e imputação de conduta ilícita sem lastro, não — o que é, aliás, exatamente a regra que este documento se impôs desde a primeira edição.


VI. Da viabilidade eleitoral, mantida em eixo apartado

A pesquisa Genial/Quaest realizada entre 30 de agosto e 1º de setembro de 2026, com dois mil e quatro entrevistados, registro BR-07065/2026 e margem de erro de dois pontos percentuais, apurou Lula com trinta e sete por cento, Flávio Bolsonaro com trinta por cento no cenário com Marçal e vinte e nove sem ele, Augusto Cury com dez, Renan Santos com três, e Caiado, Zema, Marçal e Samara Martins com um por cento cada. Nos cenários de segundo turno, Lula aparecia com quarenta e dois contra quarenta e um de Flávio Bolsonaro; quarenta contra trinta e quatro de Cury; quarenta e dois contra trinta e sete de Caiado; quarenta e quatro contra trinta e três de Zema; e quarenta e três contra trinta e seis de Renan Santos.

Na disputa senatorial paulista, as pesquisas de agosto convergem quanto ao conjunto competitivo e divergem quanto à ordem, o que recomenda cautela. O Datafolha de 18 a 21 de agosto apurou Marina Silva e Simone Tebet com doze por cento cada, André do Prado com dez, Guilherme Derrite com sete, Ricardo Salles com seis, Geraldo Rufino com quatro, Soninha Francine com três, Márcio Alves e Eliana Ferreira com três e Maíra de Souza com dois. A Quaest de 21 a 24 de agosto apurou Derrite e Marina com doze, Tebet com onze, do Prado com sete e Salles com cinco, com vinte e sete por cento de indecisos e dezoito de brancos e nulos. O Real Time Big Data de 19 a 22 de agosto apurou Derrite com dezoito, Tebet com dezessete, do Prado com quinze, Marina com quatorze e Salles com dez. A leitura conservadora desses números é a de que cinco candidaturas disputam efetivamente as duas vagas — Marina Silva, Simone Tebet, Guilherme Derrite, André do Prado e Ricardo Salles —, com quase metade do eleitorado ainda indeciso ou inclinado ao voto nulo, o que mantém o quadro aberto.

Duas observações de método fecham a seção. A primeira é que a diferença entre os institutos excede, em vários pares, as margens de erro declaradas, o que indica efeito de metodologia — estimulada ou espontânea, presencial ou telefônica — e não movimento real de opinião; por isso nenhuma ordenação isolada deve ser tratada como retrato. A segunda é que a viabilidade, aqui, informa e não decide: a régua de convergência e a coluna de viabilidade foram deliberadamente mantidas separadas porque a escolha entre elas é ato de vontade política, e não resultado de cálculo.


VII. Conclusão

Aplicada a régua declarada ao material documentado, o mapa se organiza com nitidez. Na Presidência, a faixa quente é ocupada pelas candidaturas do PCB, do PSTU e da Unidade Popular, que convergem com quatro dos cinco eixos de modo explícito e programático, ao custo de propostas cuja implementação exigiria alteração constitucional de largo alcance não detalhada nos programas; a faixa morna é ocupada pela candidatura à reeleição, cuja convergência é forte em trabalho, substancial em tributação, ambígua em saúde pela via das parcerias remuneradas com a rede privada e lacunar em direitos humanos, mas cuja atuação institucional produziu vetos concretos nas duas matérias que tocam seu eixo de instituições; e a faixa fria é ocupada, por razões distintas entre si, pelas candidaturas que incidem em critério eliminatório documentado — Flávio Bolsonaro, por atuação em favor da anistia dos atos de 8 de janeiro e contra a PEC da escala 6x1; Ronaldo Caiado, por voto na reforma trabalhista e no teto de gastos; Romeu Zema, por declarações documentadas sobre violência doméstica; Pablo Marçal, por condenação, multa eleitoral e inelegibilidade em vigor — e pelas que simplesmente não expõem posição nos eixos que você elegeu.

No Senado por São Paulo, a estrutura de dois votos permite que a decisão combine faixas distintas do mapa, e é aqui que a separação entre convergência e viabilidade produz seu efeito prático mais relevante: as candidaturas mais convergentes com sua régua não figuram entre as cinco competitivas, e as duas competitivas menos distantes — Marina Silva e Simone Tebet — apresentam, respectivamente, lacunas de plataforma nos seus eixos sociais e histórico de voto que incide em critério eliminatório, ainda que acompanhado de defesa pública e recente do fim da escala 6x1. Essa é a tensão real da sua decisão, e ela não se dissolve por método; apenas fica explícita.

No plano proporcional, o achado mais útil não é uma lista, mas um instrumento: a votação nominal na Câmara dos Deputados separa, sem margem para retórica de campanha, quem sustentou e quem não sustentou a redução das penas dos atos de 8 de janeiro, e essa única votação, cruzada com a do licenciamento ambiental, já ordena o recorte regional com mais rigor do que qualquer material de propaganda. Completar o quadro depende do cruzamento com a base do Tribunal Superior Eleitoral, cujo caminho está indicado e cujo download deve ser feito do seu computador.

Fica registrado, por fim, o que este documento não faz. Não recomenda voto, não pondera convicção por viabilidade sem que você o determine, e não converte lacuna em juízo. Onde a evidência faltou, a lacuna está anotada; onde a acusação não foi julgada, está qualificada como tal; e onde a convergência é forte, está apoiada em texto de programa protocolado ou em voto nominal registrado, de modo que a discordância, se houver, possa ser dirigida ao fato e não à leitura.

A ampliação desta segunda edição acrescentou três camadas e uma correção de método. As camadas são o Governo de São Paulo, que entrou por decidir a rede estadual e o saneamento e, com eles, o perfil da judicialização que chega ao seu núcleo; a Câmara dos Deputados, onde a votação nominal separa com precisão quem sustentou e quem recusou a redução das penas dos atos de 8 de janeiro; e a Assembleia Legislativa, cuja base documental é francamente mais frágil e cuja nota carrega esse desconto. A correção de método é a regra de peso reduzido para votações quase unânimes, e ela desfaz uma ilusão que a primeira edição corria o risco de produzir: a de que ter votado pelo fim da escala 6x1 na Câmara distingue alguém, quando quatrocentos e setenta e dois dos quatrocentos e noventa e quatro presentes fizeram o mesmo. O que distingue, nessa matéria, é a autoria de Erika Hilton, a condução de Alencar Santana na comissão especial, e — do lado oposto — a atuação de Flávio Bolsonaro e de Sergio Moro para barrar a proposta no Senado, onde ela ainda não passou.

E é no Senado que a matéria continua viva, o que transforma o calendário em instrumento de verificação. A PEC 221/2019 foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça em 2 de setembro de 2026, teve a votação em Plenário adiada no mesmo dia por obstrução da oposição, e o presidente David Alcolumbre declarou que o Plenário só a apreciará depois das eleições. Quem prometer o fim da escala 6x1 em setembro terá de votá-lo em novembro, com o mandato já garantido e a campanha encerrada — e essa é, para os fins da sua régua, a prova mais limpa que este ciclo eleitoral oferecerá sobre a diferença entre compromisso e propaganda.


IX. Histórico consolidado das edições da ferramenta

O relatório e a ferramenta evoluíram juntos ao longo de dezenove edições publicadas entre 5 e 6 de setembro de 2026, e este registro unifica o que cada uma acrescentou, para que as versões anteriores possam ser arquivadas sem perda de rastreabilidade. As cinco primeiras converteram o mapa de um documento de leitura em instrumento configurável: a régua deixou de ser a do autor e passou a ser montada por quem abre, por perguntas em linguagem corrente; a graduação de segurança da pesquisa ganhou explicação clicável; as fontes bibliográficas completas entraram em cada ficha; a escala de cores trocou o vermelho-azul por uma rampa única cinza-petróleo com legenda em palavras; o aviso legal verbatim foi inscrito no rodapé; a numeração passou a identificar o mais convergente pelo número um; a isenção do imposto de renda, aprovada por quatrocentos e noventa e três a zero, cedeu lugar ao imposto sobre grandes fortunas na comparação; a nota passou a retrair para o ponto neutro os eixos sem evidência; e as seções por cargo tornaram-se recolhíveis.

Da sexta à décima primeira edição o instrumento foi submetido a teste adversarial pelo próprio usuário, com régua invertida, e cada defeito encontrado gerou correção de método registrada na seção I: a justificativa da posição passou a ser gerada a partir das respostas, e não de texto fixo; dezesseis eixos com nota derivada de silêncio foram convertidos em lacuna expressa; os selos separaram-se em alerta ético e marca de posição, com rótulo que nomeia o fato; aborto, drogas, cotas, escolas cívico-militares, desmilitarização e laicidade saíram dos quadros de pontos fortes e fracos; a regra de que retratação não apaga alerta foi escrita; a prova dos votos recebeu a coluna do imposto sobre grandes fortunas; a revisão final introduziu o questionário automático na primeira visita, a citação completa das pesquisas conforme o artigo 10 da Resolução TSE nº 23.600/2019 e o canal de correção; e o aprofundamento da pesquisa, em quatro frentes paralelas, reduziu de dezoito para sete as candidaturas sem avaliação, aplicou novos alertas nos dois lados do espectro, renomeou "confiança" para "segurança da pesquisa" e criou o critério de coerência com as checagens de fatos.

Da décima segunda à décima nona edição o trabalho foi de forma e de distribuição, sem alteração de nota, fonte ou fato: redesenho dos dois temas com seletor claro-escuro-automático e barra de navegação fixa; divisão em páginas, com perguntas uma por vez, oito candidaturas por página de cargo e Bastidores para o material de sustentação; vídeo de introdução de dois minutos gravado na própria ferramenta, com narração em português, embutido numa aba própria e entregue em alta resolução para compartilhamento; revelação progressiva nas fichas e página de termos de uso com a política de privacidade de nenhum dado coletado; controles de selo em dois passos, "só informa" ou "elimina"; ordem do primeiro ao último; aba de Introdução antes de "Vamos lá!"; restauração das fontes gerais, danificadas por um erro de edição; e o bloco de apoio com chave Pix, canal de correção por e-mail pessoal e pacote de hospedagem para endereço próprio sem custo. As dezenove edições convergem no mesmo arquivo publicado; as versões intermediárias foram arquivadas e não devem mais circular.


VIII. Referências

Registro de candidaturas e quadro geral Tribunal Superior Eleitoral. TSE valida seis registros de candidatura à Presidência da República, 2.9.2026. Disponível em: https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Setembro/tse-valida-seis-registros-de-candidatura-a-presidencia-da-republica Poder360. TSE homologa 13 candidaturas à Presidência; Pablo Marçal concorrerá, 4.9.2026. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/tse-homologa-13-candidaturas-a-presidencia-pablo-marcal-concorrera/ Senado Federal. Candidatos 2026 — São Paulo. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/candidatos-2026/sao-paulo JOTA. Quem são os candidatos ao Senado por São Paulo (SP) nas eleições 2026, 16.8.2026. Disponível em: https://www.jota.info/eleicoes/eleicoes-2026/quem-sao-os-candidatos-ao-senado-por-sao-paulo-sp-nas-eleicoes-2026-agosto Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Eleições 2026: DivulgaCandContas mostra dados sobre candidaturas e gastos de campanha, agosto de 2026. Disponível em: https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/eleicoes-2026-divulgacandcontas-mostra-dados-sobre-candidaturas-e-gastos-de-campanha

Planos de governo protocolados Congresso em Foco. PT registra novo plano de governo de Lula no TSE; veja a íntegra. Disponível em: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/121121/pt-registra-novo-plano-de-governo-de-lula-no-tse-veja-a-integra Brasil de Fato. Lula protocola candidatura e lança plano de governo, 8.8.2026. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/08/08/lula-protocola-candidatura-e-lanca-plano-de-governo-com-palavra-soberania-em-21-das-84-paginas/ Poder360. Plano de Governo Ronaldo Caiado — Presidente (PDF). Disponível em: https://static.poder360.com.br/uploads/2026/08/Plano-de-Governo-Ronaldo-Caiado-Presidente.pdf Unidade Popular. Programa de governo 2026 (TSE). Disponível em: https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/80017092488 Partido Comunista Brasileiro. Programa de governo 2026 (TSE). Disponível em: https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017107286 Partido da Causa Operária. Programa de Luta — Eleições 2026 (TSE). Disponível em: https://divulgacandcontas.tse.jus.br/divulga/rest/arquivo/doc/280017113417 PSTU. Por um programa eleitoral socialista para a saúde no Brasil. Disponível em: https://www.pstu.org.br/por-um-programa-eleitoral-socialista-para-a-saude-no-brasil/ Poder360. Flávio deixa fim da escala 6x1 fora do plano de governo. Disponível em: https://www.poder360.com.br/poder-eleicoes-2026/flavio-deixa-fim-da-escala-6-x-1-fora-do-plano-de-governo/

Votos nominais e atos parlamentares Câmara dos Deputados. API de Dados Abertos — votações nominais em Plenário. Disponível em: https://dadosabertos.camara.leg.br/api/v2/votacoes (PL 2159/2021, votação de 16.7.2025, id 257161-454; PL 1087/2025, votação de 1.10.2025, id 2487436-169; PL 2162/2023, votação de 9.12.2025, id 2358548-89) Senado Federal. Veja como votaram os senadores na aprovação da PEC do teto de gastos, 13.12.2016. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/12/13/veja-como-votaram-os-senadores-na-aprovacao-da-pec-do-teto-de-gastos Sindicato dos Bancários de São Paulo. Veja como votaram deputados e senadores na reforma trabalhista, julho de 2017. Disponível em: https://spbancarios.com.br/07/2017/veja-como-votaram-deputados-e-senadores-na-reforma-trabalhista Extra Classe. Quais senadores votaram a favor do PL da devastação, 21.5.2025. Disponível em: https://www.extraclasse.org.br/ambiente/2025/05/quais-senadores-votaram-a-favor-do-pl-da-devastacao/ Senado Federal. Congresso derruba veto e possibilita redução de penas pelo 8 de janeiro, 30.4.2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/04/30/congresso-derruba-veto-e-possibilita-reducao-de-penas-pelo-8-de-janeiro Senado Federal. Isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil segue para sanção, 5.11.2025. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/11/05/isencao-de-ir-para-quem-ganha-ate-r-5-mil-segue-para-sancao Senado Federal. PEC da escala 6x1 não irá diretamente para o Plenário do Senado, diz Davi, 2.6.2026. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/06/02/pec-da-escala-6x1-nao-ira-diretamente-para-o-plenario-do-senado-diz-davi

Decisões judiciais e situação processual Supremo Tribunal Federal. Plenário confirma decisão que anulou condenações de Lula, 15.4.2021. Disponível em: https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=464261 Migalhas. TJ-SP absolve Ricardo Salles em caso de improbidade administrativa, 5.3.2021. Disponível em: https://www.migalhas.com.br/quentes/341241/tj-sp-absolve-ricardo-salles-em-caso-de-improbidade-administrativa Procuradoria-Geral da República. Ao atender pedido do MP Eleitoral, TSE suspende campanha de Pablo Marçal à Presidência da República, agosto de 2026. Disponível em: https://www.mpf.mp.br/o-mpf/unidades/procuradoria-geral-da-republica-pgr/noticias/ao-atender-pedido-do-mp-eleitoral-tse-suspende-campanha-de-pablo-marcal-a-presidencia-da-republica Consultor Jurídico. TSE multa Pablo Marçal por vídeo relacionando Lula a "kit gay", 11.5.2023. Disponível em: https://www.conjur.com.br/2023-mai-11/tse-multa-pablo-marcal-video-relacionando-lula-kit-gay/ Metrópoles. Rui Pimenta, presidente do PCO, é alvo de buscas pela PF, 11.8.2026. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/mirelle-pinheiro/rui-pimenta-presidente-do-pco-e-alvo-de-buscas-pela-pf CartaCapital. O que aconteceu com o caso da rachadinha de Flávio Bolsonaro. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/politica/o-que-aconteceu-com-o-caso-da-rachadinha-de-flavio-bolsonaro-suposto-candidato-em-2026/ Metrópoles. André do Prado se manifesta sobre investigação por campanha em igreja, agosto de 2026. Disponível em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/andre-do-prado-se-manifesta-sobre-investigacao-por-campanha-em-igreja

Atos de gestão e declarações públicas Agência Pública. As narrativas do capitão Derrite, agosto de 2023. Disponível em: https://apublica.org/2023/08/as-narrativas-do-capitao-derrite/ Agência Pública. Operação no Guarujá: mortes pela polícia aumentaram, mas prisões e apreensão de armas não, setembro de 2023. Disponível em: https://apublica.org/2023/09/operacao-no-guaruja-mortes-pela-policia-aumentaram-mas-prisoes-e-apreensao-de-armas-nao/ Ponte Jornalismo. Operação Escudo: Ministério Público arquivou 23 de 27 investigações sobre mortes pela PM. Disponível em: https://ponte.org/operacao-escudo-ministerio-publico-arquivou-23-de-27-investigacoes-sobre-mortes-pela-pm/ Brasil de Fato. Governo avalia ir ao STF após Congresso derrubar vetos e "demolir" licenciamento ambiental, diz Marina Silva, 28.11.2025. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/11/28/governo-avalia-ir-ao-stf-apos-congresso-derrubar-vetos-e-demolir-licenciamento-ambiental-diz-marina-silva/ InfoMoney. Tebet: "Brasil não quebra com fim da 6x1, como não quebrou com férias de 30 dias". Disponível em: https://www.infomoney.com.br/politica/tebet-brasil-nao-quebra-com-fim-da-6x1-como-nao-quebrou-com-ferias-de-30-dias/ Gazeta do Povo. No Flow Podcast, Simone Tebet diz ser contra aborto e legalização de drogas, 18.8.2022. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2022/no-flow-podcast-simone-tebet-diz-ser-contra-aborto-e-legalizacao-drogas/ Gazeta do Povo. Entrevista — Soninha Francine, candidata ao Senado por São Paulo, 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/sao-paulo-2026/soninha-francine-entrevista/ Gazeta do Povo. Entrevista — Geraldo Rufino, candidato ao Senado por São Paulo, 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/sao-paulo-2026/entrevista-senado-sao-paulo-geraldo-rufino/ Gazeta do Povo. Entrevista — Guto Schiavetto, candidato ao Senado por São Paulo, 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/sao-paulo-2026/guto-schiavetto-entrevista/ CNN Brasil. "Não existe inocente que compra a droga", diz Ricardo Salles à CNN sobre PEC das Drogas, abril de 2024. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/nao-existe-inocente-que-compra-a-droga-diz-ricardo-salles-a-cnn-sobre-pec-das-drogas/ Jornal de Brasília. Zema ataca esquerda e Caiado cobra Congresso após Senado dificultar aborto legal, 12.7.2026. Disponível em: https://jornaldebrasilia.com.br/noticias/politica-e-poder/zema-ataca-esquerda-e-caiado-cobra-congresso-apos-senado-dificultar-aborto-legal/ CNN Brasil. "Sou contra o aborto", diz Lula após defender que "todo mundo deveria ter esse direito", abril de 2022. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/politica/sou-contra-o-aborto-diz-lula-apos-defender-que-todo-mundo-deveria-ter-esse-direito/ Jovem Pan. Quem é Renan Santos, o fundador do MBL que teve campanha à Presidência suspensa por Toffoli, 31.8.2026. Disponível em: https://jovempan.com.br/politica/quem-e-renan-santos-o-fundador-do-mbl-que-teve-campanha-a-presidencia-suspensa-por-toffoli/ Metrópoles. Coach messiânico integrou quadrilha que desviou dinheiro de bancos. Disponível em: https://www.metropoles.com/brasil/coach-messianico-integrou-quadrilha-que-desviou-dinheiro-de-bancos

Pesquisas eleitorais Gazeta do Povo. Quaest — Presidente, setembro de 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/quaest-presidente-setembro-2026/ Gazeta do Povo. Datafolha — Senado São Paulo, agosto de 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/datafolha-senado-sao-paulo-agosto-2026/ Gazeta do Povo. Quaest — Senador São Paulo, agosto de 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/quaest-senador-sao-paulo-agosto-2026/ Gazeta do Povo. Real Time Big Data — Senador São Paulo, agosto de 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/real-time-big-data-senador-sao-paulo-agosto-2026/ Gazeta do Povo. Ideia — Senador São Paulo, agosto de 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026/ideia-senador-sao-paulo-agosto-2026/

Recorte regional ACidade ON Campinas. Veja candidatos da região de Campinas que foram eleitos deputados estaduais. Disponível em: https://www.acidadeon.com/campinas/cotidiano/veja-candidatos-da-regiao-de-campinas-que-foram-eleitos-deputados-estaduais/ Tododia. Veja como deputados da região que buscam a reeleição votaram em pautas importantes nos últimos anos, 23.8.2026. Disponível em: https://tododia.com.br/especiais/veja-como-deputados-da-regiao-que-buscam-a-reeleicao-votaram-em-pautas-importantes-nos-ultimos-anos/ Portal Porque. Veja os candidatos do campo progressista que vão disputar os cargos legislativos por Campinas e região. Disponível em: https://www.portalporque.com.br/campinas/veja-os-candidatos-do-campo-progressista-que-vao-disputa-os-cargos-legislativos-por-campinas-e-regiao/ Tribunal Superior Eleitoral. Dados abertos — candidatos 2026. Disponível em: https://dadosabertos.tse.jus.br/dataset/candidatos-2026 (arquivos consulta_cand_2026.zip e proposta_governo_2026_SP.zip em cdn.tse.jus.br; download bloqueado a requisições automatizadas, acessível por navegador)

Governo de São Paulo Gazeta do Povo. Plano de governo de Tarcísio de Freitas, 2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/sao-paulo-2026/plano-de-governo-tarcisio-de-freitas/ Metrópoles. Plano de Tarcísio promete turbinar Tabela SUS Paulista e Butantan, 2026. Disponível em: https://www.metropoles.com/colunas/vinicius-passarelli/plano-de-tarcisio-promete-turbinar-tabela-sus-paulista-e-butantan Brasil de Fato. Entenda ponto a ponto a relação entre a privatização da Sabesp pelo governo Tarcísio e o Banco Master, 18.4.2026. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/04/18/entenda-ponto-a-ponto-a-relacao-entre-a-privatizacao-da-sabesp-pelo-governo-tarcisio-e-o-banco-master/ Brasil 247. Haddad apresenta plano de governo para São Paulo com segurança no centro do programa, 2026. Disponível em: https://www.brasil247.com/sudeste/haddad-apresenta-plano-de-governo-para-sao-paulo-com-seguranca-no-centro-do-programa/ Metrópoles. Haddad quer revisar contrato da Sabesp em até 180 dias caso seja eleito, 2026. Disponível em: https://www.metropoles.com/sao-paulo/haddad-quer-revisar-contrato-da-sabesp-em-ate-180-dias-caso-seja-eleito CÂMARA DOS DEPUTADOS. Projeto de Lei Complementar nº 108, de 2024 — emenda de instituição do imposto sobre grandes fortunas, rejeitada em 30 de outubro de 2024. Ficha de tramitação. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2438459. Acesso em: 6 set. 2026.

CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO. Portal da Transparência — Consulta de Emendas Parlamentares. Dados até 3 de setembro de 2026. Disponível em: https://portaldatransparencia.gov.br/emendas. Acesso em: 6 set. 2026.

Senado Federal. Sancionada isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, 27.11.2025. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/11/27/sancionada-isencao-do-imposto-de-renda-para-quem-ganha-ate-r-5-mil-por-mes Alma Preta. Eleições 2026: candidatos ao governo de São Paulo e suas propostas. Disponível em: https://almapreta.com.br/sessao/politica/eleicoes-candidatos-governo-sao-paulo/ Brasil de Fato. Datafolha: Tarcísio tem 45% das intenções de voto para o governo de São Paulo; Haddad, 27%, 21.8.2026. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/08/21/datafolha-tarcisio-tem-45-das-intencoes-de-voto-para-governo-de-sao-paulo-haddad-27/

Câmara dos Deputados e ALESP Câmara dos Deputados. Votação nominal da PEC 221/2019, 27.5.2026 (id 2233802-438). Disponível em: https://dadosabertos.camara.leg.br/api/v2/votacoes/2233802-438/votos Câmara dos Deputados. PEC 8/2025, de autoria de Erika Hilton. Disponível em: https://dadosabertos.camara.leg.br/api/v2/proposicoes/2485341 Agência Brasil. Câmara aprova em dois turnos PEC pelo fim da escala 6x1, maio de 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-05/camara-aprova-em-dois-turnos-pec-pelo-fim-da-escala-6x1 Agência Brasil. CCJ do Senado aprova PEC que acaba com a jornada 6x1, 2.9.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09/ccj-do-senado-aprova-pec-que-acaba-com-jornada-6x1 Agência Brasil. Alcolumbre diz que Senado vota fim da escala 6x1 após as eleições, setembro de 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09/alcolumbre-diz-que-senado-vota-fim-da-escala-6x1-apos-eleicoes Fundação Perseu Abramo. Alencar Santana vai presidir comissão especial da PEC do fim da escala 6x1 na Câmara, abril de 2026. Disponível em: https://fpabramo.org.br/alencar-santana-vai-presidir-comissao-especial-da-pec-do-fim-da-escala-6x1-na-camara/ IBDFAM. Pix Pensão: transferência automática de pensão alimentícia segue para sanção. Disponível em: https://ibdfam.org.br/noticias/14037/Pix+Pens%C3%A3o:+transfer%C3%AAncia+autom%C3%A1tica+de+pens%C3%A3o+aliment%C3%ADcia+segue+para+san%C3%A7%C3%A3o Guilherme Cortez. Projetos de lei do mandato. Disponível em: https://guilhermecortez.com.br/t/projeto-de-lei/ Alma Preta. Bancada Feminista do PSOL lança pré-candidatura à reeleição em SP. Disponível em: https://almapreta.com.br/sessao/politica/bancada-feminista-psol-pre-candidatura-reeleicao-sp/ Assembleia Legislativa de São Paulo. Cadastro oficial de deputados. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br/repositorioDados/deputados/deputados.xml

Aritmética eleitoral Brasil. Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 — Código Eleitoral, arts. 106 a 109. Brasil. Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015, que instituiu a votação nominal mínima de 10% do quociente eleitoral. Supremo Tribunal Federal. STF invalida regra de sobras eleitorais; mudança vale a partir de 2024, 28.2.2024 (ADIs 7.228, 7.263 e 7.325). Disponível em: https://portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=528283 Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Quociente eleitoral e partidário explica por que o mais votado pode não ser eleito, junho de 2026. Disponível em: https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Junho/quociente-eleitoral-e-partidario-explica-por-que-o-mais-votado-pode-nao-ser-eleito

Episódios verificados a pedido Congresso em Foco. TSE diz que membro do Missão filiou Flávio Bolsonaro ao partido, agosto de 2026. Disponível em: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/121252/tse-diz-que-membro-do-missao-filiou-flavio-bolsonaro-ao-partido Brasil de Fato. PF abre inquérito para investigar suposta fraude que filiou Flávio Bolsonaro ao partido Missão, 19.8.2026. Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2026/08/19/pf-abre-inquerito-para-investigar-suposta-fraude-que-filiou-flavio-bolsonaro-ao-partido-missao/ Correio Braziliense. O que pode tirar Sergio Moro da disputa pelo governo do Paraná, agosto de 2026. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2026/08/7478906-o-que-pode-tirar-sergio-moro-da-disputa-pelo-governo-do-parana.html Supremo Tribunal Federal. STF considera que Moro foi parcial nos processos de Lula, 23.3.2021. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2021-03/stf-considera-que-moro-foi-parcial-nos-processos-de-lula Consultor Jurídico. Moro é suspeito para julgar Lula, decide o STF, 23.6.2021. Disponível em: https://conjur.com.br/2021-jun-23/moro-suspeito-julgar-lula-decide-stf-votos/ Congresso em Foco. Eleições 2026: veja o calendário de debates de presidente e governadores. Disponível em: https://www.congressoemfoco.com.br/noticia/121129/eleicoes-2026-veja-calendario-de-debates-de-presidente-e-governadores

Propaganda eleitoral, debates e checagem Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.776, de 25 de agosto de 2026 — plano de mídia do horário eleitoral gratuito para Presidente da República. Disponível em: https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-776-de-25-de-agosto-de-2026 Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.760, de 2 de março de 2026 — calendário eleitoral. Disponível em: https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-760-de-2-de-marco-de-2026 Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Horário eleitoral gratuito começa nesta sexta (28) na TV e no rádio, 28.8.2026. Disponível em: https://www.tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Agosto/eleicoes-2026-horario-eleitoral-gratuito-comeca-nesta-sexta-28-na-tv-e-no-radio Gazeta do Povo. TSE define ordem e tempo da propaganda eleitoral; veja a divisão, 20.8.2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/tse-define-ordem-e-tempo-da-propaganda-eleitoral-veja-a-divisao/ Aos Fatos. Checamos o debate presidencial da Band, 23.8.2026. Disponível em: https://www.aosfatos.org/noticias/checamos-debate-presidencial-band/ Aos Fatos. Checamos a entrevista de Lula à TV Globo, 27.8.2026. Disponível em: https://www.aosfatos.org/noticias/checamos-entrevista-lula-globo/ Agência Lupa. Checagem da entrevista de Flávio Bolsonaro ao Jornal Nacional, 28.8.2026. Disponível em: https://www.agencialupa.org/checagem/2026/08/28/ao-vivo-checagem-da-entrevista-de-flavio-bolsonaro-ao-jornal-nacional/ Agência Lupa. Checagem do primeiro debate com candidatos ao governo de SP, 9.8.2026. Disponível em: https://www.agencialupa.org/noticias/2026/08/09/ao-vivo-checagem-do-primeiro-debate-com-candidatos-ao-governo-de-sp/ Gazeta do Povo. TSE suspende propaganda de Lula sobre o currículo de Flávio Bolsonaro, 30.8.2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/tse-suspende-propaganda-de-lula-que-chama-flavio-de-funcionario-fantasma/ Consultor Jurídico. Posts ligando candidatos a facções turvam a tolerância do TSE a críticas eleitorais, 1.9.2026. Disponível em: https://conjur.com.br/2026-set-01/posts-ligando-candidatos-a-faccoes-turvam-tolerancia-do-tse-a-criticas-eleitorais/ Band. Debates presidenciais de 2026: calendário do 1º turno. Disponível em: https://www.band.com.br/politica/eleicoes/debates-presidenciais-de-2026-veja-calendario-do-1-turno-e-onde-assistir

Renato Freitas (PT-PR) Tribuna do Paraná. Renato Freitas (PT), nº 1333, deputado federal — registro deferido. Disponível em: https://www.tribunapr.com.br/eleicoes/2026/candidatos/pr/deputado-federal/renato-freitas-pt-1333/ Supremo Tribunal Federal. Barroso restabelece mandato do vereador Renato Freitas, 23.9.2022 (Rcl 55.948/PR). Disponível em: https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/barroso-restabelece-mandato-do-vereador-renato-freitas-de-curitiba/ Gazeta do Povo. Deputado estadual Renato Freitas vira réu por calúnia e difamação, 17.3.2026. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/parana/deputado-estadual-renato-freitas-pt-vira-reu-por-calunia-difamacao/ Plural. Liminar confirmada pelo TJ anula condenação de Renato Freitas por desacato, 16.12.2024. Disponível em: https://www.plural.jor.br/liminar-confirmada-pelo-tj-anula-condenacao-de-renato-freitas-por-desacato/ CartaCapital. STF nega pedido da Assembleia do Paraná para cassação de Renato Freitas, 3.7.2026. Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/justica/stf-nega-pedido-da-assembleia-do-parana-para-cassacao-de-renato-freitas/ Diário de Curitiba. Processo contra Renato Freitas é arquivado definitivamente pela CCJ, 13.3.2024. Disponível em: https://diariodecuritiba.com/2024/03/13/processo-contra-renato-freitas-e-arquivado-definitivamente-pela-ccj/

Régua de valores, bloco de contexto e lacunas da pesquisa

Atualizado em 6 de setembro de 2026 — edição consolidada (19ª edição da ferramenta). Este documento é a parte trocável da pesquisa: o método, as fontes e as fichas por candidatura permanecem os mesmos; o que muda de pessoa para pessoa é o bloco abaixo. Na ferramenta publicada, o bloco é preenchido por dez perguntas em linguagem corrente; este arquivo o registra por extenso para quem quiser reproduzir a pesquisa com os próprios valores, ou auditá-la.


1. Bloco de contexto — versão de Felipe Veiga Filho

perfil: Felipe Veiga Filho
eleicao: 2026 — Presidência, Governo de São Paulo, Senado, Câmara dos Deputados e ALESP
escopo: Estado de São Paulo, com recorte da Região Metropolitana de Campinas, de Piracicaba e de Americana
eixos:
  - nome: Saúde pública e SUS
    peso: 1
    lado: fortalecer o SUS público
  - nome: Trabalho e fim da escala 6x1
    peso: 1
    lado: reduzir jornada e ampliar direitos
  - nome: Justiça tributária e desigualdade
    peso: 1
    lado: cobrar mais de quem ganha muito
  - nome: Instituições e integridade
    peso: 1
    lado: (eixo sem lado — mede conduta, não posição)
  - nome: Direitos e segurança
    peso: 1
    lado: ampliar direitos e reduzir letalidade policial
alertas_eticos:          # fatos documentados que pesam contra qualquer candidatura, seja qual for a régua
  - Apoio à anistia do 8 de janeiro (voto registrado ou bandeira de campanha)
  - Condenação, inelegibilidade em vigor ou credencial contestada
  - Desinformação reconhecida pela Justiça Eleitoral
  - Fala pública que ataca ou banaliza violência contra mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas negras ou indígenas, pessoas com deficiência
  - Negação de denúncias apuradas de violência do Estado; negacionismo científico
marcas_de_posicao:       # escolhas políticas registradas — defeito para uns, virtude para outros; não são alerta
  - Posição contra ampliação de direitos do trabalho
selo_elimina: não       # padrão: os selos informam; quem quiser pode marcar que eliminam (nota limitada a 4,0)
dogmas:
  - Laicidade do Estado
  - Direitos LGBTQIA+ e de gênero
  - Saúde reprodutiva e autonomia do corpo
  - Condução das políticas públicas pela ótica dos direitos humanos e fundamentais
classe: >
  Trabalhador assalariado, profissional liberal e classe média urbana, com histórico
  de familiares marginalizados. Direitos sociais equitativos para mulheres, pessoas
  pretas, pardas, indígenas e amarelas, LGBTQIAPN+, pessoas não monogâmicas (de forma
  não elitizada) e pessoas com deficiência.
objetivos:
  - Patrimônio e moradia
  - Tempo, formação e ciência
  - Carreira pública e saúde do SUS
viabilidade: separada
coerencia: fora da nota  # contradições documentadas e checagens de fatos aparecem na ficha, não entram na nota
metodo: >
  Evidências concretas e não manchetes; prioridade ao plano de governo registrado, ao voto
  nominal e ao histórico de conduta, para distinguir compromisso de propaganda vazia.
  Nota exige posição registrada: ausência de posição não recebe nota, nem baixa nem invertida.

2. Formulário em branco — para quem for rodar com os próprios valores

perfil:
eleicao:
escopo:
eixos:            # 3 a 6 eixos; peso de 0 a 3; peso 1 em todos é o padrão; cada eixo com lado pode ser invertido
  - nome:
    peso: 1
    lado:
alertas_eticos:   # conduta documentada que pesa contra qualquer candidatura — nunca posição política
  -
marcas_de_posicao:  # escolhas políticas que só são defeito ou virtude conforme a régua
  -
selo_elimina:     # sim | não
dogmas:           # pontos em que divergência já esfria a nota
  -
classe:           # a leitura de classe que orienta a interpretação de todos os eixos
objetivos:        # o que a política precisa destravar na sua vida
viabilidade:      # separada | ignorada | combinada
coerencia:        # fora da nota | penaliza

Três observações sobre o preenchimento. Os eixos devem ser poucos e decisivos: acima de seis, a média achata a diferença entre as candidaturas e o mapa perde poder de discriminação. Os alertas devem descrever conduta verificável, e não posição ideológica — a distinção entre alerta ético e marca de posição é o que mantém a ferramenta utilizável por pessoas de convicções opostas. E a escolha entre viabilidade separada, ignorada ou combinada muda a natureza do produto: separada, o mapa informa e a decisão continua com quem lê; combinada, o mapa já entrega uma recomendação de voto.


3. O que já foi apurado e fechado

A base de votos nominais da Câmara foi lida voto a voto para cinco votações — licenciamento ambiental (PL 2159/2021), Imposto sobre Grandes Fortunas (emenda ao PLP 108/2024), isenção do IR (PL 1087/2025, mantida só na tabela por partido por não separar ninguém), dosimetria do 8 de janeiro (PL 2162/2023) e fim da escala 6x1 (PEC 221/2019, dois turnos) —, com o comportamento de dezenove partidos apurado no dado bruto. As ambiguidades de Geraldo Rufino e Guto Schiavetto sobre a 6x1 foram resolvidas nos pinga-fogos da Gazeta do Povo. Os votos da ALESP sobre a Sabesp e as escolas cívico-militares foram confirmados nas listas nominais publicadas pela CNN Brasil e pela Gazeta SP. Emendas parlamentares e assiduidade dos nove deputados federais do recorte foram levantadas no Portal da Transparência e na base da Câmara e ficam à parte da nota. As pesquisas de intenção de voto passaram a ser citadas com os elementos do art. 10 da Resolução TSE nº 23.600/2019. O governo de São Paulo entrou no escopo. E as candidaturas sem avaliação caíram de dezoito para sete.

4. O que ainda falta apurar

Financiamento de campanha. A primeira prestação de contas parcial das Eleições 2026 tem prazo legal em 13 de setembro de 2026; a coleta deve ser refeita a partir de 14 de setembro, candidatura por candidatura, no DivulgaCandContas. O valor hoje publicado é o teto de gastos, não o arrecadado.

Base completa do TSE. Os arquivos consulta_cand_2026.zip e proposta_governo_2026_SP.zip, em cdn.tse.jus.br, respondem HTTP 403 a requisição automatizada; o download precisa sair de um navegador comum. Sem eles, a camada proporcional permanece um recorte, e não o universo.

Atas da Assembleia. As páginas de notícias da ALESP retornaram indisponibilidade por legislação eleitoral durante toda a coleta; os votos estaduais continuam apoiados em listas nominais jornalísticas, e não nas atas.

Emendas classificadas como "múltiplo". Trinta e sete por cento das emendas dos nove deputados federais do recorte não têm município identificável, o que impede confirmar quanto chegou a cada cidade da região.

Identidades e desfechos não confirmados. "Erick Gomes" não consta nas listas de candidatos a federal por SP de agosto de 2026 (há um "Erick Levi" do MDB na lista estadual); o desfecho da condenação de Jonas Donizette por improbidade no TJ-SP em 2020 não foi localizado; Rebeca Cristina, William Teixeira, Policial Edjane, Felipe Sanches, Dartanhan de Campos e Celso Ávila seguem sem posição localizada em qualquer tema.

Análise de autoapresentação e discurso. Substitui o "perfil psicológico" pedido originalmente, que não pode ser entregue como diagnóstico: como cada candidatura constrói a própria biografia, a quem endereça o discurso, o que omite sistematicamente. Não foi feita.

Segundo turno. Se houver, para Presidência ou governo, a ferramenta precisa de versão reduzida às duas candidaturas de cada disputa.

5. Calendário de verificação até o pleito

Prestação de contas parcial a partir de 14 de setembro; debates de presidente em 14 e 27 de setembro e 1º de outubro; debates para o governo de São Paulo em 18, 21 e 29 de setembro; último post de divulgação em 2 de outubro; silêncio em 3 e 4; primeiro turno em 4 de outubro; segundo turno em 25 de outubro; e, depois disso, a votação em Plenário do fim da escala 6x1 no Senado — o único momento em que a promessa de campanha e o voto registrado poderão ser comparados diretamente.


6. A ferramenta como está

A régua não está embutida na ferramenta: ela é montada por quem abre. Dez perguntas em linguagem corrente, uma por vez, definem quanto cada tema pesa, qual lado de cada tema a pessoa prefere e o que um selo faz com a nota. A ferramenta abre numa aba de Introdução com vídeo de dois minutos, segue para "Vamos lá!", para as Perguntas e, opcionalmente, para Ajustes finos; o resultado aparece por cargo — Presidência, Governo, Senado, Câmara, Assembleia —, oito candidaturas por página, do 1º (mais convergente) ao último, com a ficha de cada uma abrindo no lugar e revelando as camadas sob demanda: por que esta nota com a sua régua, quem é, pontos fortes e fracos, notas por tema, evidência tema a tema, como calculamos, coerência e checagens, selos explicados, segurança da pesquisa e fontes. Bastidores reúne as votações explicadas, a tabela por partido, a prova dos votos, o desempenho no mandato, o tempo de TV e as fontes gerais. Termos de uso reúne o aviso legal, a política de privacidade (nenhum dado coletado; respostas só no aparelho), o método completo, a origem dos dados, o apoio financeiro e as regras de uso.

Quatro salvaguardas sustentam a neutralidade: a primeira visita abre o questionário e, enquanto ele não for respondido, cada página de cargo declara por extenso qual régua padrão está em uso; a nota exige posição registrada, e ausência nunca vira nota; os selos separam alerta ético (vermelho, régua-independente, retratação registrada mas não apagadora) de marca de posição (cinza, já medida na nota do tema); e aborto, política de drogas, cotas, escolas cívico-militares, desmilitarização e laicidade só aparecem como posição registrada, nunca como virtude ou defeito, em quadro próprio. O critério de coerência — contradições documentadas dos dois lados, datadas e com fonte — e as checagens de agências independentes ficam fora da nota, na ficha.

A distribuição é aberta e gratuita, com contribuição voluntária por Pix (chave: celular do autor) e canal de correção por e-mail pessoal, ambos exibidos na ferramenta; o pacote de hospedagem (índex com vídeo separado, vídeo em alta e LEIA-ME com o passo a passo do Netlify Drop) permite colocá-la em endereço próprio sem custo. O pacote apoiador — relatório em PDF, atualizações até o segundo turno e inclusão do município de quem paga — depende apenas de criar o produto numa plataforma sem custo fixo e inserir o link na constante APOIO do arquivo.

Termos de uso e método

Tudo o que a ferramenta faz, como calcula, de onde tira os dados e o que faz com os seus — que é nada.

1. O que esta ferramenta é, e o que não é

Aviso. Este aplicativo é uma ferramenta de simulação baseada em dados públicos e critérios definidos pelo usuário. Não reflete intenção de voto oficial, não possui vínculo com o TSE e não é um guia definitivo de elegibilidade.

Sobre o método, para que não reste dúvida de parcialidade: a ordem das candidaturas não é escolhida por ninguém — ela é calculada. As notas por tema vêm de fatos verificáveis, cada um com fonte no cartão da candidatura; os pesos e a direção de cada tema são definidos por quem usa a ferramenta, no painel do topo; e a mesma fórmula é aplicada às 73 candidaturas, sem exceção manual. Trocando as respostas do questionário, a ordem se inverte — e essa é a prova de que o resultado reflete os valores de quem responde, não os de quem programou. Fato ainda não julgado nunca é tratado como culpa: acusações aparecem identificadas como tais, com a negativa do acusado quando existe. Erro apontado é erro corrigido: se você encontrar dado incorreto ou link fora do ar, o cartão traz a fonte para conferência.

2. Privacidade: nenhum dado seu é coletado

A ferramenta é uma página única, sem servidor próprio, sem cadastro, sem cookies de rastreamento e sem qualquer serviço de análise de audiência. As suas respostas às perguntas e os ajustes que você fizer ficam gravados apenas no armazenamento local do seu navegador, no seu aparelho, para que a página lembre a sua régua na próxima visita; eles nunca saem do aparelho e podem ser apagados a qualquer momento com o botão "limpar e recomeçar" ou limpando os dados do navegador. Ninguém — nem quem fez a ferramenta — tem acesso ao que você respondeu. Os links de fonte abrem sites de terceiros (TSE, Câmara, tribunais, veículos de imprensa), que têm as suas próprias políticas de privacidade.

3. Como a nota é calculada

O relatório completo, com o método por extenso, a análise de cada cargo e todas as referências, está na aba Relatório.

O que a nota mede

O quanto a candidatura converge com a sua régua. Não é nota de mérito nem recomendação de voto: é a distância entre o que você disse valorizar e o que cada uma fez.

O que os selos fazem

O alerta, em vermelho, marca fato documentado que pesa contra qualquer candidatura — condenação, falta de transparência, desinformação reconhecida pela Justiça, fala que ataca ou banaliza violência contra um grupo. A posição, em cinza, marca escolha política registrada, que é defeito para uns e virtude para outros. Se um selo elimina ou apenas pesa é decisão sua, tomada no painel abaixo.

Por que a viabilidade fica à parte

A coluna da direita não entra na média. A escolha entre convicção e cálculo permanece com o leitor.

Quanto confiar em cada nota

Cada linha traz o grau de segurança da pesquisa — quanta informação encontramos e de que qualidade, e não um juízo sobre a pessoa. Clique nele e o mapa abre os dois critérios usados e mostra, tema a tema, o que foi encontrado e o que não foi.

A barra colorida de cada candidatura significa isto — quanto mais escura, mais perto dos seus valores:

0 a 2 · vai contra o que você quer
2 a 4 · longe do que você quer
4 a 6 · meio a meio
6 a 8 · perto do que você quer
8 a 10 · bem perto do que você quer

Como ler cada linha

01A posição

O número 1 é a candidatura mais próxima dos seus valores, e a lista segue em ordem até a mais distante. Quem não tem informação suficiente para nota fica no fim, sem número.

7,8A nota

De 0 a 10, o quanto a candidatura se parece com o que você marcou. A barra repete a nota: cinza-claro é longe, verde-escuro é perto. Não é nota de bom ou ruim — é distância até você.

Os cinco temas

Sempre nesta ordem: saúde, trabalho, impostos, instituições e direitos. Barra alta = parecido com o que você quer; barra baixa = contrário; traço = não encontramos informação, que não é o mesmo que nota zero.

2 contradições documentadas ?Coerência

Quando a candidatura disse ou fez uma coisa e, sobre o mesmo tema, disse ou fez o oposto — os dois lados datados e com fonte. Aparece como marca cinza na linha e como quadro próprio no cartão, ao lado das checagens de agências independentes. Não muda a nota: mede coerência, não alinhamento.

alerta ?Os selos, e os dois tipos que existem

O alerta, em vermelho, marca um fato documentado que pesa contra qualquer candidatura, seja qual for a sua régua: condenação em vigor, falta de transparência, desinformação reconhecida pela Justiça, discurso de ódio contra um grupo, negação de violência do Estado. A posição, em cinza, marca uma escolha política registrada, que é defeito para uns e virtude para outros — e que já está medida na nota do tema. Clique em qualquer selo para ver o que o disparou e a fonte.

A segurança da pesquisa

Não é sobre a candidatura, é sobre a nossa pesquisa: quanto a nota aguenta de peso: quantos temas têm informação e se ela veio de documento oficial. Clique nela para ver os critérios abertos.

37%A viabilidade

Intenção de voto nas pesquisas. Nunca entra na nota — fica separada, à direita, para a escolha entre convicção e cálculo continuar sendo sua.

Como o grau de segurança da pesquisa é calculado (ele descreve a qualidade da informação encontrada, não a pessoa): cobertura é o número de eixos, de zero a cinco, em que existe evidência localizada. Fonte é primária quando ao menos uma das referências da candidatura vem de votação nominal da Câmara ou do Senado, decisão do STF ou de tribunal, plano de governo protocolado no TSE, ato oficial de casa legislativa ou manifestação do Ministério Público; é secundária quando só há cobertura jornalística, questionário de veículo ou programa partidário atribuído a quem não tem plataforma própria. Segurança alta exige fonte primária, ao menos três eixos cobertos e plataforma própria; segurança média exige fonte primária com dois eixos, ou quatro eixos com fonte secundária; o restante é segurança baixa. Nenhum grau de segurança altera a nota — ele diz apenas quanto peso a nota suporta.

Regra de peso: um voto dado com maioria quase unânime não revela preferência e entra na nota com peso reduzido — é o caso da PEC do fim da escala 6x1, aprovada por 472 a 22. A isenção do IR, aprovada por 493 a zero, foi retirada da comparação por não separar ninguém, e substituída pela emenda do Imposto sobre Grandes Fortunas, rejeitada por 262 a 136. Autoria, relatoria e presidência de comissão pesam mais que acompanhar a maioria. Na camada da ALESP, a base é levantamento jornalístico de 23.8.2026, ainda não conferido nas atas da Assembleia, e a Assembleia não publica votação nominal em formato aberto — por isso aquela camada inteira carrega segurança menor.

Pesquisas de intenção de voto usadas na coluna de viabilidade, com os elementos que a Resolução TSE nº 23.600/2019 exige para divulgação. Presidência: Genial/Quaest, contratada por Editora Globo e Globo Comunicação e Participações S.A., coleta de 30.8 a 1.9.2026, 2.004 entrevistados, margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95%, registro TSE BR-07065/2026. Governo de São Paulo: Datafolha, contratada por Folha de S.Paulo e TV Globo, coleta de 18 a 19.8.2026, 1.610 entrevistados em 65 municípios, margem de 2 pontos, 95% de confiança, registros SP-01806/2026 e BR-07185/2026. Senado, apresentado como faixa entre o menor e o maior valor de três pesquisas, porque a dispersão entre elas excede as margens declaradas: Datafolha, contratada por Folha de S.Paulo e TV Globo, 18 a 21.8.2026, 1.610 entrevistados, margem de 2 pontos, 95%, registro SP-01806/2026; Genial/Quaest, contratada por Globo Comunicação e Participações S.A., 21 a 24.8.2026, 1.800 entrevistados, margem de 2 pontos, 95%, registro SP-06946/2026; Real Time Big Data, contratada pelo próprio instituto, 19 a 22.8.2026, 2.000 entrevistados, margem de 2 pontos, 95%, registro SP-01347/2026. Onde uma candidatura aparece em uma só pesquisa, o valor é o daquela pesquisa. Câmara e Assembleia não têm coluna de viabilidade porque não há pesquisa registrada por candidatura em eleição proporcional.

Notas: acusações não julgadas aparecem sempre qualificadas como tais e não compõem nota. Onde a evidência não foi localizada, o eixo aparece vazio e a candidatura recebe a marca de segurança baixa em vez de nota presumida.

Canal de correção: qualquer candidatura, partido ou leitor que identifique erro de fato, fonte quebrada ou informação desatualizada pode pedir correção pelo e-mail veigaff97@gmail.com, e o pedido será examinado contra a fonte primária. Correções ficam registradas com data. A ferramenta não recebe apoio financeiro de partido, candidatura ou coligação.

4. De onde vêm os dados

De onde vêm estes dados

Registros de candidatura, planos de governo e bens declarados vêm do DivulgaCandContas e do repositório de dados abertos do TSE. Os votos de cada deputado foram apurados por nós, um a um, no portal de dados abertos da Câmara dos Deputados, e somados por partido — não copiamos resumo de terceiros. Decisões judiciais vêm dos portais do STF, do STJ e dos tribunais estaduais. Checagens de fatos vêm de Aos Fatos e Agência Lupa. Tudo o mais é reportagem datada, com veículo identificado. Cada afirmação deste mapa tem, no cartão da candidatura, o endereço da fonte que a sustenta.

5. Apoio financeiro

A ferramenta é gratuita e continuará gratuita. Quem quiser pode contribuir voluntariamente, por Pix, com qualquer valor, ou adquirir o pacote apoiador, que dá acesso ao relatório completo, às atualizações até o segundo turno e à inclusão de candidaturas do seu município. Nenhuma contribuição altera nota, ordem ou conteúdo, e a ferramenta não recebe apoio de partido, candidatura, coligação ou empresa.

6. Uso e compartilhamento

A ferramenta pode ser compartilhada livremente, por qualquer meio, sem custo. Não pode ser alterada para apresentar ordem, nota ou fato diferente do que consta aqui, nem apresentada como material oficial, de partido, de candidatura ou de órgão público. As candidaturas são tratadas pelos mesmos critérios, escritos e verificáveis; qualquer pessoa pode conferir a fonte de cada afirmação no cartão correspondente.

Bastidores

As votações que sustentam o mapa, como cada partido votou, o desempenho no mandato, quem tem tempo de TV e as fontes gerais.

A prova dos votos

Voto nominal registrado na API da Câmara — o único material que separa discurso de prática.

Deputado federalLicenciamento ambiental
PL 2159/2021 · 16.7.2025
267 × 116
Imposto sobre Grandes Fortunas
emenda ao PLP 108/2024 · 30.10.2024
136 × 262 · rejeitada
Dosimetria do 8 de janeiro
PL 2162/2023 · 9.12.2025
291 × 148
Fim da escala 6x1
PEC 221/2019 · 27.5.2026
472 × 22
Erika Hilton (PSOL)NãoSimNãoSim
Alencar Santana (PT)NãoSimNãoSim
Orlando Silva (PCdoB · Campinas)NãoSimNãoSim
Tabata Amaral (PSB)NãoausenteNãoSim
Jonas Donizette (PSB · Campinas)NãoSimSimSim
Baleia Rossi (MDB · Piracicaba)ausenteausenteSimSim
Carlos Sampaio (PSD · Campinas)SimausenteSimSim
Miguel Lombardi (PL · Limeira)SimNãoSimSim

A coluna tributária desta tabela era, até a edição anterior, a isenção do imposto de renda — e foi trocada por um motivo simples, levantado por quem usa este mapa: aquela votação passou por 493 a zero e, por isso, não separa ninguém. Entrou no lugar a emenda que criaria o Imposto sobre Grandes Fortunas, rejeitada por 262 a 136 em 30.10.2024, que separa. A PEC do fim da escala 6x1, aprovada por 472 a 22, permanece na tabela mas continua entrando na nota com peso reduzido, pela mesma razão de quase unanimidade. O que discrimina, portanto, são três votações: o licenciamento ambiental, o Imposto sobre Grandes Fortunas e a dosimetria das penas do 8 de janeiro — esta última acionando o critério eliminatório de anistia ao 8 de janeiro em Jonas Donizette, Baleia Rossi, Carlos Sampaio e Miguel Lombardi.

Três ausências precisam ser lidas com cuidado, porque não são voto contrário: Tabata Amaral, Baleia Rossi e Carlos Sampaio não registraram voto na emenda do Imposto sobre Grandes Fortunas. Neste mapa, ausência não vira nota baixa nem nota alta — o tema fica sem nota para os três, e é por isso que o cartão de cada um mostra um traço, e não um número, no eixo de impostos. Fonte: API de dados abertos da Câmara dos Deputados, votações 257161-454, 2438459-77, 2358548-89 e 2233802-438, apuradas por nós voto a voto no dado bruto.

A PEC do fim da escala 6x1 é a PEC 221/2019; a PEC 8/2025, de autoria de Erika Hilton, foi desapensada e arquivada em 27.5.2026 depois que seu conteúdo — jornada de quatro dias e 36 horas semanais — foi incorporado ao substitutivo do relator. A matéria foi aprovada na CCJ do Senado em 2.9.2026, teve a votação em Plenário adiada por obstrução no mesmo dia, e o presidente David Alcolumbre declarou que o Plenário só votará depois das eleições. É o ponto em que a régua e o calendário se cruzam: a promessa de campanha de setembro será cobrada em novembro.

Fora do escopo paulista, mas incluído por ter sido frequentemente citado como se disputasse vaga em São Paulo: Sergio Moro (PL) disputa o governo do Paraná, não uma vaga no Senado. O PSD paranaense pediu ao TRE-PR o indeferimento do registro por ausência de plano de governo, pedido ainda pendente. O STF reconheceu sua parcialidade no julgamento de Lula em 23.3.2021 na Segunda Turma e confirmou a suspeição no Plenário em 23.6.2021, por 7 votos a 4. Posicionou-se contra a PEC do fim da escala 6x1 em maio de 2026, apoiando a proposta alternativa de Rogério Marinho que mantém as 44 horas, e não compareceu à votação da CCJ em 2.9.2026; confirmou voto favorável ao PL da dosimetria em 10.12.2025.

Quem tem microfone

O horário eleitoral gratuito foi ao ar em 28.8 e vai até 1.10. O tempo não é igual, e a desigualdade é a informação.

PresidênciaTempo por blocoInserções em 35 diasGoverno de São PauloTempo
Lula (PT)5 min 31 s433Tarcísio de Freitas (Republicanos)6 min 20 s
Flávio Bolsonaro (PL)4 min 20 s339Fernando Haddad (PT)2 min 39 s
Ronaldo Caiado (PSD)2 min 02 s159Vera Lúcia, Carlos Machado, Izadora Dias, Vivian Mendes, Policial Edjanesem tempo
Augusto Cury (Avante)35 s47
Zema, Renan Santos e as nove demais candidaturassem tempo

Este é o dado que mais deveria pesar na sua decisão sobre convicção e viabilidade, e ele não aparece em nenhuma pesquisa. Quatro das treze candidaturas à Presidência têm rádio e televisão; nove não têm nada. Em São Paulo, duas das sete têm tempo dedicado; cinco não têm. E as cinco que ficaram sem microfone no estado — PSTU, PCB, PCO, UP e Agir — incluem exatamente as três que ocupam a faixa mais quente do seu mapa. A distribuição não é acidente: o artigo 47 da Lei 9.504/1997 divide o tempo entre uma fração igualitária e uma fração proporcional à bancada da Câmara apurada em 2022, de modo que o mapa de calor mede convergência e a tabela acima mede quem consegue ser ouvido. São duas coisas diferentes, e confundi-las seria o erro mais fácil deste documento.

DebateData · veículoCompareceramFaltaram
Governo de São Paulo9.8.2026 · BandTarcísio de Freitas, Fernando Haddad e demais candidaturas
Presidência · 1º debate23.8.2026 · Band, Cultura, Gazeta e Jovem PanRonaldo Caiado, Augusto Cury, Renan SantosLula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema
Presidência · 2º debate14.9.2026 · pool CNN, SBT, RedeTV! e Rede Vidaa confirmar
Presidência · 3º debate27.9.2026 · Record e Estadãoa confirmar
Presidência · 4º debate1.10.2026 · TV Globoa confirmar

No primeiro debate presidencial os dois primeiros colocados nas pesquisas não foram, e o terceiro colocado foi. Caiado chamou os ausentes de "dois fugitivos" e Renan Santos exibiu fraldas com os nomes de Lula e Flávio. Os temas foram segurança pública, educação, direitos das mulheres e agronegócio: nas fontes consultadas, não houve discussão de SUS, escala 6x1, tributação de altas rendas ou anistia do 8 de janeiro — ou seja, quatro dos cinco eixos da sua régua não foram ao ar no único debate presidencial já realizado. No debate paulista de 9.8, a pauta foi segurança pública e saneamento, com a Sabesp no centro; também sem SUS, jornada ou tributação estadual estruturada.

Quem afirmouO que afirmouVeredictoAgência · data
Tarcísio de FreitasHaddad não entregou nenhuma UPA como prefeitoFalso — entregou três entre 2014 e 2016Lupa · 9.8
Tarcísio de FreitasPosição de São Paulo no ranking do IdebFalsoLupa · 9.8
Tarcísio de FreitasMenor indicador de latrocínios da históriaVerdadeiroLupa · 9.8
Fernando HaddadTarcísio prometeu isenção de IR estadual até R$ 5 milFalsoLupa · 9.8
Fernando HaddadSelic deixada por Campos Neto em 14,25%Exagerado — era 12,25%Lupa · 9.8
Ronaldo Caiado"Acabou a criminalidade nas escolas" em GoiásFalsoAos Fatos · 23.8
Ronaldo CaiadoMaior parte do território está "confiscado pelas facções"Sem sustentaçãoAos Fatos · 23.8
Renan Santos"Pessoas não estão conseguindo comer mais"FalsoAos Fatos · 23.8
Augusto CuryRegras para beneficiários do Bolsa Família com carteira assinadaFalso — a regra já existeAos Fatos · 23.8
Flávio Bolsonaro"Nunca questionei o sistema eleitoral"Falso — declarações entre 2014 e 2022Lupa · 28.8
Flávio BolsonaroPix criado no governo BolsonaroFalso — concebido no governo TemerLupa · 28.8
Lula"Não conheço essa moça" (lobista citada na entrevista)FalsoAos Fatos · 27.8
LulaDeixou o país crescendo 7,5% em 2010Verdadeiro — IBGE, 7,53%Aos Fatos · 27.8
LulaQuadrilha da fraude do INSS formou-se em 2019EnganosoAos Fatos · 27.8

A checagem não substitui a régua, mas a protege. Nenhuma das candidaturas checadas saiu ilesa, inclusive as que ocupam a faixa morna deste mapa — e é isso que impede o documento de virar torcida. Registre-se o assimétrico: as afirmações de Flávio Bolsonaro checadas em 28.8 incluem duas sobre a própria conduta institucional, entre elas a negativa de já ter questionado o sistema eleitoral, contradita por declarações suas entre 2014 e 2022, o que toca diretamente o eixo de instituições.

A Justiça Eleitoral já interveio três vezes na propaganda deste ciclo, e as três decisões desenham o critério. Em 30.8 a ministra Estela Aranha suspendeu liminarmente a peça da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro a organizações criminosas, por extrapolar os limites da crítica política. Em 2.9 o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou em 24 horas a remoção de vídeos do deputado Filipe Barros e de perfis associados que comparavam o PT a símbolo nazista e o ligavam ao PCC, com bloqueio pela plataforma em caso de descumprimento. E na mesma data manteve no ar a peça que liga Flávio Bolsonaro ao Banco Master, sob o fundamento de que os fatos foram reconhecidos pelo próprio e de que cabe à Justiça Eleitoral intervenção mínima no debate político. O critério que emerge é o de que fato reconhecido pode ser dito, e imputação de conduta ilícita sem lastro, não.

As cinco votações, explicadas

Antes de olhar quem votou o quê, o que estava em jogo em cada uma — sem termo técnico e sem adjetivo, com o argumento dos dois lados.

Licenciamento ambiental · PL 2159/2021

Licenciamento é a autorização que o poder público dá antes de uma obra começar — estrada, mineração, indústria, grande plantio — para avaliar o estrago que ela pode causar. O projeto criou uma licença por autodeclaração: em vários casos o empreendedor preenche um formulário pela internet e já pode iniciar a obra, sem análise prévia do órgão ambiental. Quem defende diz que o processo antigo demorava anos, travava investimento e emprego, e que a fiscalização continua existindo depois de a obra começar. Quem é contra diz que tirar a análise prévia joga o risco para a população vizinha, porque dano ambiental raramente se desfaz depois. Aprovado por 267 a 116 em 16.7.2025; o presidente vetou trechos e o Congresso derrubou os vetos em novembro de 2025.

Ver a tramitação oficial ↗
Isenção do imposto de renda · PL 1087/2025

Quem ganha até R$ 5.000 por mês deixou de pagar imposto de renda, e quem ganha até R$ 7.350 passou a pagar menos. Para compensar, criou-se uma cobrança mínima sobre quem recebe mais de R$ 600 mil por ano — R$ 50 mil por mês —, chegando a 10% acima de R$ 1,2 milhão por ano. Quem defende diz que corrige uma tabela defasada e cobra de quem hoje paga proporcionalmente menos. Quem é contra diz que tributar dividendos desestimula investimento. Na prática houve pouca disputa: aprovado por 493 a zero — por isso este voto quase não distingue candidaturas. Virou a Lei 15.270/2025.

Ver a tramitação oficial ↗
Imposto sobre Grandes Fortunas · emenda ao PLP 108/2024

A Constituição prevê desde 1988 um imposto sobre grandes fortunas que nunca foi criado. Esta emenda o criaria: uma cobrança anual de 0,5% a 1,5% sobre o patrimônio de quem tem mais de R$ 10 milhões líquidos, com faixas progressivas e exclusões — um imóvel residencial de até R$ 2 milhões, instrumentos de trabalho até R$ 500 mil. Quem defende diz que o Brasil cobra muito de consumo, que pesa mais sobre quem ganha pouco, e quase nada de patrimônio, que se concentra no topo. Quem é contra diz que o imposto afugentaria investimento, provocaria saída de capital do país e seria caro de fiscalizar, porque exigiria avaliar patrimônio todo ano, inclusive no exterior. Rejeitada por 262 a 136 em 30.10.2024. É a votação sobre tributação que realmente divide as bancadas — por isso substituiu, neste mapa, a isenção do imposto de renda, que passou sem disputa.

Ver a tramitação oficial ↗
Penas do 8 de janeiro · PL 2162/2023

Em 8 de janeiro de 2023, manifestantes invadiram e depredaram as sedes do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo. Parte foi julgada e condenada. Este projeto reduz as penas aplicadas. Quem defende diz que as penas foram desproporcionais para quem apenas esteve no local sem planejar nada, e que a lei só ajusta a dose. Quem é contra diz que na prática funciona como anistia disfarçada e enfraquece a punição de ataque às instituições. Aprovado por 291 a 148 em 9.12.2025; virou lei depois de o Congresso derrubar o veto presidencial em 30.4.2026. Foi a votação mais disputada das quatro, e por isso a que mais separa as candidaturas neste mapa.

Ver a tramitação oficial ↗
Fim da escala 6x1 · PEC 221/2019

Escala 6x1 é trabalhar seis dias e folgar um — comum no comércio, em serviços e na segurança. A proposta reduz a jornada para quatro dias e 36 horas semanais, sem corte de salário. Quem defende diz que jornada longa adoece, e que reduzir horas não reduziu emprego quando as férias passaram a 30 dias. Quem é contra diz que aumenta o custo de contratar e pesa sobre pequenos negócios e setores que funcionam todos os dias. Aprovada na Câmara em 27.5.2026, por 472 a 22 no primeiro turno e 461 a 19 no segundo. Aprovada na CCJ do Senado em 2.9.2026, com o plenário adiado — ainda não é lei, e o presidente do Senado disse que só será votada depois das eleições.

Ver a tramitação oficial ↗

Como cada partido votou

Dezenove partidos, cinco votações. Apuramos deputado por deputado no dado bruto da Câmara e somamos — não copiamos resumo de terceiros.

Partido Licenciamento ambiental
Sim · Não  |  267 × 116
Imposto sobre Grandes Fortunas
Sim · Não  |  136 × 262 · rejeitada
Isenção do IR
Sim · Não  |  493 × 0
Penas do 8 de janeiro
Sim · Não  |  291 × 148
Fim da escala 6x1
Sim · Não  |  461 × 19
PT1 · 5763 · 066 · 00 · 6565 · 0
PL73 · 10 · 7182 · 075 · 181 · 9
União Brasil40 · 43 · 3757 · 047 · 447 · 1
PP36 · 32 · 3648 · 039 · 240 · 1
PSD26 · 53 · 3044 · 024 · 1241 · 1
MDB27 · 14 · 2839 · 025 · 533 · 2
Republicanos30 · 03 · 3544 · 032 · 239 · 0
PSB2 · 610 · 016 · 01 · 1216 · 0
PDT6 · 718 · 015 · 01 · 139 · 0
PSDB8 · 02 · 713 · 010 · 216 · 0
Podemos6 · 32 · 915 · 014 · 127 · 0
PCdoB0 · 77 · 09 · 00 · 911 · 0
PSOL0 · 128 · 014 · 00 · 1212 · 0
Novo4 · 00 · 45 · 05 · 00 · 4
Avante4 · 22 · 27 · 06 · 15 · 0
Solidariedade0 · 13 · 05 · 04 · 16 · 0
PV0 · 44 · 04 · 00 · 36 · 0
Rede0 · 11 · 01 · 00 · 34 · 0
Cidadania2 · 11 · 14 · 03 · 01 · 0

A coluna do Imposto sobre Grandes Fortunas entrou aqui por uma razão específica, levantada por quem usa este mapa: a isenção do imposto de renda passou por 493 a zero e, por isso, não separa ninguém. A do IGF, rejeitada por 262 a 136, separa — e separa com nitidez. PT, PSB, PDT, PCdoB, PSOL, PV, Rede e Solidariedade votaram fechados a favor; PL e Novo votaram fechados contra, 71 a zero e 4 a zero; União, PP, PSD, MDB, Republicanos e Podemos votaram majoritariamente contra; Avante e Cidadania se dividiram ao meio. É, das cinco, a votação que melhor mostra onde cada partido está no tema tributário.

Nas penas do 8 de janeiro, decidida por 291 a 148, PT, PSOL, PCdoB, PV e Rede votaram em bloco contra; PL, Republicanos, União, PP e Avante, majoritariamente a favor; PSD e MDB ficaram divididos, com 12 e 5 votos contrários. Na escala 6x1 o único partido inteiramente contra foi o Novo, com quatro votos, e o PL concentrou nove dos dezenove votos contrários apesar de a maioria da bancada ter votado a favor.

Advertência que vale para toda a tabela: comportamento de bancada descreve o partido, não a pessoa. Vários candidatos votaram contra a maioria da própria legenda. Por isso a nota de cada candidatura neste mapa usa o voto individual quando ele existe, e nunca o do partido — e quando o deputado não registrou voto, o tema fica sem nota, porque ausência não é posição.

Desempenho no mandato

Dois indicadores que não são de valores, e sim de trabalho: quanto dinheiro o parlamentar levou para onde, e se ele aparece para votar.

Por que estes números ficam fora da nota: emenda alta não é boa nem ruim em si, e faltar a uma votação pode ser missão oficial ou licença médica. Misturar isso com alinhamento de valores tornaria a nota impossível de interpretar. Ficam à parte, à vista, para você julgar.

Deputado federalEmendas 2025–2026
nº · valor empenhado
Destinado à saúde
empenhado · pago
Presença em votações
549 votações nominais
Jonas Donizette (PSB · Campinas)19 · R$ 81,6 miR$ 49,2 mi · R$ 42,5 mi88,0%
Miguel Lombardi (PL · Limeira)12 · R$ 79,3 miR$ 46,7 mi · R$ 24,1 mi87,6%
Alencar Santana (PT)42 · R$ 69,3 miR$ 37,6 mi · R$ 28,5 mi86,9%
Tabata Amaral (PSB)39 · R$ 56,7 miR$ 31,3 mi · R$ 19,7 mi86,3%
Sâmia Bomfim (PSOL)30 · R$ 45,1 miR$ 20,9 mi · R$ 15,0 mi81,6%
Orlando Silva (PCdoB · Campinas)26 · R$ 76,7 miR$ 42,2 mi · R$ 37,8 mi80,7%
Carlos Sampaio (PSD · Campinas)27 · R$ 71,1 miR$ 40,6 mi · R$ 28,3 mi80,7%
Erika Hilton (PSOL)25 · R$ 62,1 miR$ 32,4 mi · R$ 14,8 mi76,0%
Baleia Rossi (MDB · Piracicaba)20 · R$ 75,1 miR$ 40,2 mi · R$ 34,3 mi59,0%

A presença foi calculada por nós, votação por votação: das 3.247 registradas no Plenário entre 1.1.2025 e 31.8.2026, 549 tiveram voto individual registrado, e contamos em quantas cada deputado apareceu. As demais foram simbólicas, sem registro nominal, e por isso não entram na conta. Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, é o único abaixo de 60% — o que tem explicação possível em agenda partidária, mas é um dado que o eleitor tem o direito de ver. Fonte: dados abertos da Câmara.

As emendas vêm da Consulta de Emendas Parlamentares do Portal da Transparência, com dados até 3.9.2026. Há uma limitação que precisa ficar dita: 37% das emendas destes nove deputados estão classificadas como "MÚLTIPLO" — repasse a fundo estadual ou distribuído entre vários municípios —, o que impede confirmar quanto chegou a cada cidade da região de Campinas. A única emenda com destino municipal explícito na região entre os nove é uma de Sâmia Bomfim, de R$ 285 mil para Campinas, na função Educação. Isso é especialmente relevante no caso de Jonas Donizette, ex-prefeito de Campinas, cujas maiores emendas de saúde estão sob essa rubrica e não puderam ser confirmadas nem descartadas como destinadas à cidade. Fonte: Portal da Transparência.

Financiamento de campanha — por que ainda não está aqui. Este seria o terceiro indicador, e provavelmente o mais revelador: quem banca uma campanha é dado mais estável do que qualquer promessa. Consultamos o TSE candidatura por candidatura, nas 35 disputas de Presidência, governo de São Paulo e Senado, e o campo de prestação de contas está vazio em todas. Não é falha de busca: o prazo legal de entrega da primeira prestação parcial das Eleições 2026 é 13 de setembro de 2026, uma semana depois desta coleta. A partir de 14 de setembro o dado passa a existir no mesmo endereço já mapeado. Registre-se, para evitar confusão: o valor que o TSE já publica hoje é o teto de gastos, não o arrecadado — Tarcísio e Haddad, por disputarem o mesmo cargo, têm exatamente o mesmo teto, de R$ 26.683.209,24. Fonte: DivulgaCandContas.

Fontes gerais

Referências que sustentam o mapa inteiro, e não uma candidatura só. As fontes específicas de cada uma estão dentro do seu cartão.

  1. Tribunal Superior Eleitoral. DivulgaCandContas — registros de candidatura, planos de governo, bens declarados e prestação de contas. Disponível em: https://divulgacandcontas.tse.jus.br/
  2. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.776, de 25 de agosto de 2026 — plano de mídia do horário eleitoral gratuito. Disponível em: tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-776
  3. Tribunal Superior Eleitoral. Resolução nº 23.760, de 2 de março de 2026 — calendário eleitoral. Disponível em: tse.jus.br/legislacao/compilada/res/2026/resolucao-no-23-760
  4. Câmara dos Deputados. API de dados abertos — votações nominais em Plenário. Votações 257161-454 (licenciamento ambiental, 16.7.2025), 2487436-169 (isenção do IR, 1.10.2025), 2358548-89 (dosimetria do 8 de janeiro, 9.12.2025) e 2233802-438 (PEC 221/2019, fim da escala 6x1, 27.5.2026). Disponível em: dadosabertos.camara.leg.br/api/v2/votacoes
  5. Senado Federal. Sancionada isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês — Lei 15.270/2025, 27.11.2025. Disponível em: www12.senado.leg.br/noticias/materias/2025/11/27
  6. Senado Federal. Congresso derruba veto e possibilita redução de penas pelo 8 de janeiro, 30.4.2026. Disponível em: www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/04/30
  7. Agência Brasil. CCJ do Senado aprova PEC que acaba com a jornada 6x1, 2.9.2026. Disponível em: agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2026-09
  8. Supremo Tribunal Federal. STF invalida regra de sobras eleitorais — ADIs 7.228, 7.263 e 7.325, 28.2.2024. Disponível em: portal.stf.jus.br/noticias/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=528283
  9. Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Quociente eleitoral e partidário: por que o mais votado pode não ser eleito, junho de 2026. Disponível em: tre-sp.jus.br/comunicacao/noticias/2026/Junho
  10. Aos Fatos. Checamos o debate presidencial da Band, 23.8.2026. Disponível em: aosfatos.org/noticias/checamos-debate-presidencial-band
  11. Aos Fatos. Checamos a entrevista de Lula à TV Globo, 27.8.2026. Disponível em: aosfatos.org/noticias/checamos-entrevista-lula-globo
  12. Agência Lupa. Checagem da entrevista de Flávio Bolsonaro ao Jornal Nacional, 28.8.2026. Disponível em: agencialupa.org/checagem/2026/08/28
  13. Agência Lupa. Checagem do primeiro debate com candidatos ao governo de São Paulo, 9.8.2026. Disponível em: agencialupa.org/noticias/2026/08/09
  14. Consultor Jurídico. Posts ligando candidatos a facções turvam a tolerância do TSE a críticas eleitorais, 1.9.2026. Disponível em: conjur.com.br/2026-set-01
  15. Gazeta do Povo. Pesquisa Quaest para presidente — registro TSE BR-07065/2026, setembro de 2026. Disponível em: gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/pesquisa-eleitoral-2026
  16. Brasil. Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 — Código Eleitoral, arts. 106 a 109; Lei nº 9.504, de 30 de setembro de 1997, art. 47; Lei nº 13.165, de 29 de setembro de 2015; Lei nº 15.270, de 26 de novembro de 2025.

Data de corte de toda a pesquisa: 6 de setembro de 2026. Registros de candidatura, coligações e decisões judiciais mudam até a véspera da eleição — o que está aqui é uma fotografia datada, não um prognóstico.